O verão de 2021 começou na segunda-feira (21) e deve ser menos chuvoso do que o deste ano, segundo previsão do Climatempo. O calorão se torna uma preocupação já que pode ajudar a aumentar a ocorrência de incêndios em vegetações.
De acordo com o assessor adjunto de comunicação do Corpo de Bombeiros, capitão Pedroni, os meses de verão não são o período em que o Estado registra o maior número de ocorrências de incêndios florestais. A época com mais registros é de agosto a setembro.
No entanto, o capitão ressalta que o calor nessa estação é forte e orienta as pessoas sobre como evitar provocar queimadas.
“Jamais queimar o lixo, porque está proporcionando a chance de se ter um incêndio florestal se for perto de uma vegetação. Se for fazer uma queimada controlada, buscar autorização dos órgãos competentes que são o Iema e a prefeitura. Jamais jogar guimba de cigarro no mato”, destacou ele.
O capitão ainda recomenda a moradores de áreas próximas a vegetação que mantenham o entorno do imóvel limpo não deixando o mato se acumular para, caso ocorra um incêndio na mata, o fogo não chegar até a área da residência.
Neste fim de ano, as prefeituras não vão realizar as tradicionais queimas de fogos de artifício nas praias para evitar aglomerações por conta da pandemia da Covid-19, porém, há pessoas que soltam os foguetes por conta própria para comemorar a passagem do ano. Mas é preciso cuidado para que isso não cause incêndios.
“Fogos de artifício também têm um risco de causar incêndio. Apesar de a gente saber que não vai ter festa no final de ano, se a pessoa quiser soltar, tem que saber soltar para não atingir uma área de vegetação”, disse ele.
As ocorrências de incêndios florestais reduziram em 64,9% no Espírito Santo, quando comparados os anos de 2019 e 2020.
O Corpo de Bombeiros destaca que entre os impactos causados pelos incêndios em vegetação estão a destruição de florestas, perda de biodiversidade e da fertilidade dos solos, poluição atmosférica , queda na qualidade e quantidade de recursos hídricos, aumento de problemas respiratórios por conta da fumaça e até mesmo mortes.
Provocar incêndios florestais é crime e a pena prevista é de seis meses a um ano de prisão e multa.
Orientações para evitar incêndios florestais
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Nunca jogar resto de cigarro ainda acesso, por menor que seja, em locais onde haja vegetação, menos ainda se esta vegetação estiver seca;
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Para as pessoas que viajam bastante evitar jogar lixo pela janela do carro é essencial para que as queimadas sejam evitadas, pois esse lixo jogado poderá servir de combustível para o fogo;
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Em caso de acampamentos a fogueira precisa ser feita em locais onde não haja vegetação, principalmente seca ou a faça bem perto de um rio, observando o sentido do vento para que as centelhas desse fogo ou fumaça possam iniciar um incêndio florestal;
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Nunca se deve soltar balão, em hipótese alguma, pois estes também são um dos maiores causadores de queimadas e por isso não soltá-los é uma maneira de evitá-las;
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Nunca usar fogo para queima de lixo ou para a limpeza de plantação;
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Próximo às estradas e torres de transmissão o ideal é providenciar uma aceiro (Limpeza de um terreno em volta de propriedades, matas e coivaras, para impedir propagação de incêndios) nas proximidades, de modo a evitar, em caso de incêndio, que este se alastre.
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Sempre capinar em volta e tirar o mato do local onde for fazer uma fogueira ou colocar velas;
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Ao abandonar uma fogueira, apagar com água ou terra;
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Manter fósforos e isqueiros fora do alcance das crianças;
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Fazer aceiros ao redor de casas, currais, celeiros, armazéns, galpões etc.;
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Manter os aceiros sempre bem roçados;
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Optar, sempre que possível, por estratégias alternativas ao uso do fogo, como roçado manual ou por máquinas e plantio direto;
Fonte: Corpo de Bombeiros
