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Devido à mudança de rotina causada pela pandemia da covid-19, muitas crianças interromperam a prática de atividades físicas e desenvolveram um hábito alimentar inadequado, abusando de comidas industrializadas, comendo fora de hora e sem nenhuma supervisão.
Como consequência, diversos pais relataram o aumento de peso dos filhos e até mesmo alterações nos exames clínicos.
Essa situação levou a uma maior procura por profissionais que pudessem adequar a alimentação dessas crianças, prevenindo a obesidade e outras doenças.
A jornalista Lorena Ronconi, de 43 anos, é mãe da Ana Clara, 11, e do Davi, 6. Ela procurou ajuda após perceber que a saúde dos filhos estava sendo afetada.
“Eles pararam de fazer atividades físicas e, de início, todo mundo engordou. Foi então que decidi procurar uma endocrinologista e uma nutricionista”.
Segundo ela, com uma dieta mais equilibrada e o retorno das atividades, foi possível notar mudanças positivas. “Eles perderam peso e começaram a dormir melhor. A gente percebe que até mesmo o humor muda”, relata.
Ana Clara faz aula de ginástica rítmica com a professora Simone Luiz. Já Davi pratica jiu-jítsu com o professor Rodrigo de Souza.
O aumento de peso das crianças na pandemia é uma das consequências que mais preocupam os especialistas atualmente. Para se ter uma ideia, a Organização Mundial da Saúde estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões.
A nutricionista materno-infantil Giselle Guzzo afirma que, além do excesso de peso, muitos pais procuraram ajuda preocupados com os exames dos filhos.
“Atendi muitos pacientes com colesterol elevado, glicose alterada, além de crianças com doenças autoimunes devido ao aumento de ansiedade e estresse”.
A endocrinologista infantil Cintia Moreira acredita que, para incentivar a criança a mudar o hábito alimentar, é necessário também mudar a abordagem.
“Podemos começar falando que não é dieta, mas uma orientação alimentar. Além disso, os pais são o primeiro exemplo das crianças. Eles precisam se adequar para incentivar os filhos”.
Para o professor de jiu-jítsu Alan Poncio, o exercício físico é determinante para melhorar a qualidade de vida das crianças.
“Muitos pais nos procuraram para ajudar tanto com a parte física quanto com a parte emocional”.