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Produtor planta mais de 20 mil árvores no Caparaó

Um sítio de 30 hectares no município de Alegre, na Região do Caparaó, teve cerca de 70% da área reflorestada pelas mãos do agroecologista Newton ...

Newton Campos segura peneira com açaí. “Aqui, a gente colhe o ano todo. Quando uma fruta acaba, já está dando outra”, disse

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Newton Campos segura peneira com açaí. “Aqui, a  gente colhe o ano todo. Quando uma fruta acaba, já está dando outra”, disse (Foto: Alessandro de Paula)

Um sítio de 30 hectares no município de Alegre, na Região do Caparaó, teve cerca de 70% da área reflorestada pelas mãos do agroecologista Newton Campos, de 61 anos. Ele já plantou mais de 20 mil árvores no local, sem contar as plantas e hortaliças.

Newton contou que é a terceira geração a cuidar do local. “Meu avô foi incentivado pelo governo, em 1900, a acabar com a floresta para plantar café. Mais tarde, em 1960, meu pai foi incentivado pelo governo para acabar com o café e transformar o local em pasto para gado. Agora, eu trabalho na recuperação da área”, relatou.

O agroecologista, que é um dos inscritos no Programa Reflorestar, começou a recuperar o brejo e sua volta com o reflorestamento. Seu objetivo era reter a água da chuva para a manutenção da área reflorestada, bem como recuperar as nascentes e mananciais.

“Lá na década de 90, riram de mim porque eu não tinha café e nem boi. Eu sempre disse que um dia iriam me pagar pela água e pelo ar. Hoje, essas pessoas reconhecem que eu tinha razão”, disse.

Newton, que viveu muito tempo do artesanato em couro, hoje fabrica polpas de frutas e de açaí que, segundo ele, se adaptou muito bem à região. “Aqui, a gente colhe o ano todo. Quando uma fruta acaba, já está dando outra”, contou.

Ele destacou que, em sua região, foi o único que não ficou sem água durante a crise hídrica que afetou o Estado nos últimos anos.

“O legado que quero deixar para a próxima geração é a importância do meio ambiente. Nós não vivemos sem ele. Recebemos alunos e professores no sítio para conhecer o modelo de recuperação de área degradada. Acabei me tornando educador ambiental”, disse.

Newton é um dos produtores rurais que aliaram a recuperação da floresta plantando espécies nativas e outras que garantem sua subsistência. Além disso, as visitas guiadas também são cobradas.

Cesan

Outro projeto de recuperação de áreas desmatadas é feito pela Compahia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan). A cada projeto, o órgão realiza uma compensação ambiental, informou a empresa, por meio de nota.

“Somente em 2019, a Cesan recuperou 22,29 hectares (222,9 mil metros quadrados) de áreas degradadas, em atendimento à compensação ambiental por obras de saneamento”, diz a nota.

Confira o antes e o depois do reflorestamento

Antes: área antes degradada no sítio, em  Alegre. (Foto:  Alessandro de Paula)

Depois:  local teve  70% do espaço  reflorestado e nascentes recuperadas (Foto: Alessandro de Paula)

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