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Professor é condenado por tentar comprar gabarito de prova de concurso

Um professor de Biologia de 37 anos, morador de Marataízes, no Litoral Sul, foi condenado pela Justiça Federal por ter, supostamente, oferecido R$ 15 ...

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Um professor de Biologia de 37 anos, morador de Marataízes, no Litoral Sul, foi condenado pela Justiça Federal por ter, supostamente, oferecido R$ 15 mil a servidores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) pelo gabarito de um concurso público da instituição de ensino.

A Justiça fixou pena de dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto, que foi convertida em prestação de serviços à comunidade, além de multa de R$ 510 e prestação pecuniária no valor de R$ 4,3 mil.

A punição é com base no artigo 333: “oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício”.

O fato teria ocorrido em 2015. Na ocasião, o professor morava em Alegre, região do Caparaó.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF-ES), ele teria utilizado o nome de outra pessoa e fez a proposta em dois e-mails enviados para a comissão organizadora do concurso.

Da primeira vez, no dia 15 de janeiro de 2015, o professor teria dito que estava interessado no cargo de assistente administrativo do concurso e afirmou que estaria “disposto a dar boa gratificação” para quem conseguisse o gabarito.

“Preciso muito passar num concurso. Estou estudando, mas a concorrência está difícil. Por isso estou disposto a negociar valores altos para conseguir me efetivar e tranquilizar minha vida, principalmente quando se trata de um cargo federal como esse. Não sou um picareta, estou apenas tentando uma coisa que quero.”

Em março daquele ano, o professor teria voltado a enviar e-mail e, desta vez, ofereceu uma quantia de R$ 15 mil. “Estou querendo comprar o gabarito da prova de assistente administrativo que será aplicada no dia 29 de março de 2015. Estou disposto a pagar um valor significativo, minha proposta inicial é de R$ 15 mil.”

As investigações apontaram que o autor dos e-mails utilizou os endereços de IP (protocolo de internet que identifica o computador) da casa do professor e também da escola onde dava aulas, em Alegre.

Professor vai recorrer

O professor negou que tenha tentado comprar o gabarito de um concurso público realizado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em 2015, para o cargo de assistente administrativo.

Ele afirmou que vai recorrer da decisão da Justiça, que o condenou a em prestação de serviços
à comunidade, além de multa de R$ 510 e prestação pecuniária no valor de R$ 4,3 mil.

“Não tenho nada a ver com isso. Fui criado em família pobre, sempre fui bem educado e esse tipo de coisa não condiz com minha personalidade. Jamais teria coragem de fazer isso, pois sei que é ilegal, que é um crime”, afirmou o professor.

Ele alegou ainda que sua rede wi-fi estava desprotegida na época do ocorrido.

“O funcionário que fez a instalação não colocou a senha. Outras pessoas podiam ter acessado a internet. Alguns amigos usavam meu computador. Não sei quem pode ter sido, mas não fui eu”, garantiu.

O professor alegou ainda que sequer estava interessado em fazer o concurso, pois tinha passado em outra disputa, cujo salário era melhor. “Já havia até sido convocado para tomar posse de outro cargo”, afirmou.

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