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Após um jovem de 16 anos atacar professores e alunos de duas escolas em Coqueiral de Aracruz, no final de novembro, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes), que representa professores das redes estadual e municipal, está cobrando ações do poder público para que casos semelhantes não voltem a se repetir, visando o ano letivo de 2023.
O Sindiupes tem exigido dos governos federal e estadual uma abordagem mais dura na segurança escolar, para que as possíveis ações violentas sejam previstas de forma antecipada ou inibidas.
De acordo com o diretor do Sindiupes, Paulo Loureiro, os professores do Estado estão assustados e preocupados com a segurança de todos dentro das escolas.
“A cada dia surge uma nova suspeita. Ou é uma notícia de um possível ataque ou até mesmo alguma pichação com ameaça nas escolas. Tem sido um clima de terror e ansiedade instalado na mente dos profissionais da educação”, pontuou o diretor.
Para que o ambiente escolar possa ter mais segurança, os professores estão sugerindo algumas medidas, como o desenvolvimento de projetos educacionais permanentes, com apoio de equipes multidisciplinares.
Segundo Loureiro, será proposta a contratação de vigilantes. “Normalmente, as escolas possuem porteiros, que controlam a entrada dos estudantes. O ideal é um vigilante treinado”, explicou.
Outras ações também estão sendo propostas ao governo estadual, como a oferta de psicólogos aos professores e funcionários envolvidos no ataque, além de suporte financeiro para ajuda emergencial, como tratamento com fisioterapia, caso seja necessário.
“Um dos principais pontos das reivindicações, pensando em quem sofreu o trauma, é propor que o professor possa optar por mudar de unidade escolar, caso ele possua vontade”, disse o diretor.
Na quinta-feira, o Sindiupes irá organizar uma audiência pública na Assembleia Legislativa.
“Será para que essas reivindicações sejam discutidas não somente com o poder público, mas com a sociedade capixaba”, ressaltou Loureiro.
O outro lado
A Secretaria de Educação do Estado esclareceu que atua por meio da Patrulha Escolar, tanto com ações preventivas (palestras e bate-papo entre militares e alunos) quanto com demais intervenções. Sempre que acionada, a equipe faz atendimentos pontuais. Esclareceu que as escolas contam com vigilância e videomonitoramento.
Informou ainda que intensificará a atuação da patrulha e a abordagem quanto à temática da violência nas unidades de ensino, com o desenvolvimento de várias ações.
Botão do pânico em Vitória
O dispositivo de segurança conhecido como Botão do Pânico será adotado pelas escolas da rede municipal de Vitória. A assinatura da ordem de fornecimento acontece hoje, na prefeitura.
A tecnologia, quando acionada, serve para enviar um alerta emergencial silencioso a alguma central de monitoramento. Após o envio do sinal, o socorro pode ser encaminhado para a escola imediatamente.
O uso do dispositivo já foi adotado em alguns lugares do Brasil, como em cidades da Bahia, São Paulo e Santa Catarina.
Durante a apresentação do modelo a ser utilizado nas escolas de Vitória, será feita uma demonstração do funcionamento do dispositivo, bem como a explicação de quando ele poderá ser utilizado.
As reinvindicações
Chance de trocar de escola
Professores estão reivindicando mais segurança nas escolas públicas, depois dos ataques a duas unidades de ensino – Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Primo Bitti e Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC) –, em Aracurz, no dia 25 de novembro. Os pedidos estão sendo feitos pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes). Confira alguns pontos.
1. Apoio psicológico
O objetivo é ofertar apoio psicológico para professores, funcionários, alunos e familiares que sofreram com o trauma dos ataques.
2. Fisioterapia
Suporte financeiro para ajuda emergencial aos envolvidos nos ataques. Pessoas que podem precisar de tratamento com fisioterapeutas e outras especialidades.
3. Troca de escola
Chance do professor envolvido nos ataques mudar de instituição de ensino.
4. Reforço na segurança
Contratação de vigilantes treinados nas escolas.
Fonte: Sindiupes.