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Profissionais de eventos fazem manifesto e cobram retorno de atividades no Estado

Empresários e produtores culturais do Espírito Santo fizeram um manifesto cobrando aprovação de medidas para a retomada das atividades do setor no ...

“Showmícios”, eventos eleitorais com apresentações de artistas estão proibidos desde a minirreforma eleitoral

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Profissionais cobram a aprovação de um protocolo para retomada (Foto: Divulgação)

Empresários e produtores culturais do Espírito Santo fizeram um manifesto cobrando aprovação de medidas para a retomada das atividades do setor no Estado. O documento é assinado por quase 50 profissionais que fazem parte do movimento #JuntospeloEntretenimentoES.

De acordo com eles, desde 20 de março, as casas noturnas, de shows e de espetáculos estão fechadas por conta de decreto do governo para impedir a aglomeração de pessoas por conta da pandemia.

“Até o final de setembro, aproximadamente 800 datas/eventos terão deixado de acontecer, gerando uma perda econômica imensurável em um setor que movimenta mais de 40 segmentos da economia”, diz o manifesto.

O empresário do ramo de entretenimento e um dos integrantes do grupo, Felipe Fioroti, ressalta que o grupo deseja um planejamento básico aprovado pelo governo para que o setor possa se organizar para uma futura retomada das atividades, tendo parâmetros para saber em qual cenário podem voltar com os eventos.

“Hoje não está incluso em nenhum planejamento a volta dos eventos. É como se não voltasse nunca. A nossa preocupação é que se não há planejamento, não há esperança de volta, o que os produtores pedem é que haja um planejamento para essa volta”, disse ele.

O grupo informa no manifesto que mais de 10 reuniões foram realizadas com o governo e protocolos foram apresentados pelos representantes do setor de entretenimento, mas, de acordo com eles, nada foi aprovado até o momento.

Fioroti revela que uma das medidas apresentadas pelos empresários e produtores de eventos era que a retomada fosse com 30% da capacidade determinada pelo Corpo de Bombeiros.

Além disso, o grupo ainda propôs ações como o uso de máscaras por parte de clientes e funcionários, disponibilização de álcool em gel e a proibição de eventos em locais fechados. “Não temos um plano de retomada aprovado como fizeram para comércio, farmácia e clínicas, por exemplo”, afirmou ele.

Outro lado

A reportagem do Tribuna Online entrou em contato com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Em nota, a pasta informou que a discussão dos protocolos para a retomada do setor de eventos segue na pauta de discussões do Governo do Estado, em Grupo de Trabalho formado pelas Secretarias de Cultura, Turismo e Saúde.

“Na última quinta (20), a pauta do GT girou em torno dos eventos corporativos, e nos próximos dias serão discutidos protocolos para eventos sociais, teatro, circo e eventos de entretenimento – ainda sem data anunciada de retorno”, disse a nota.

A Secult ainda destaca que o estabelecimento de um cronograma para o retorno é condicionado à diminuição do risco sanitário da população, e os protocolos serão publicados no Diário Oficial do Estado.

A pasta ainda ressalta que os eventos corporativos, acadêmicos, técnicos e científicos  serão liberados a partir de setembro e seguirão normativa publicada nos próximos dias pela Sesa.

“Além disso, a Secult destaca que, via Lei Aldir Blanc, quase R$ 60 milhões serão investidos no setor da Cultura no Espírito Santo. O setor poderá solicitar renda emergencial de R$ 600 por cinco meses para profissionais da cultura e também auxilio de 3 a 10 mil reais por mês para espaços culturais, microempresas, produtoras, escolas de teatro, pontos de cultura, cineclubes e outros”, finaliza.

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