Cabos de aço e hastes metálicas fazem parte do mais novo projeto analisado para instalação de barreiras de proteção na Terceira Ponte, que liga Vitória a Vila Velha. O objetivo é a prevenção a suicídios no local.
Depois de rejeitar o projeto de barreiras de proteção com vidros, a Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa do Estado, presidida pelo deputado estadual Marcelo Santos, quer que empresas como a Vale e Arcelor Mittal patrocinem o material e a instalação do novo projeto.
“Por causa do impedimento legal da Rodosol, o custo da instalação teria que ser diluído no pedágio. Vamos buscar, então, parcerias privadas, principalmente de grandes empresas poluidoras no Estado, como a Vale e Arcelor, para realizar esse projeto”, explicou o deputado.
De acordo com o deputado, essas empresas fariam parceria para a instalação, pensando no passivo ambiental e na responsabilidade que têm com a população. O projeto tem o custo estimado de R$ 13 milhões.
“Sei que essas empresas são grandes geradoras de renda e empregos, mas elas possuem um passivo ambiental. A contrapartida é importante, ainda que seja apenas com a matéria-prima, que elas mesmas produzem por serem mineradoras”, disse.
A comissão fez uma visita técnica à Terceira Ponte nessa segunda-feira (9) e anunciou que irá pedir a empresários que auxiliem na intermediação com empresas que possam arcar com a instalação dos equipamentos.
Na visita técnica, além da Comissão de Infraestrutura, estava o diretor da Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (Arsp), Júlio Castiglioni Neto, o diretor-presidente da Rodosol, Geraldo Caetano Dadalto, e representantes do Conselho Regional de Engenharia (Crea-ES), como o diretor administrativo Giuliano Battisti.
“Estivemos no local para analisar e iniciar uma avaliação técnica em parceria com a comissão da Assembleia. Temos integrantes de um grupo de trabalho sobre Mobilidade Urbana do Crea estudando todo o projeto. Já existem iniciativas similares no mundo. No entanto, temos particularidades que devem ser levadas em conta. Estamos analisando”, disse Battisti.
Em nota, tanto a Arcelor Mittal quanto a Vale informaram que ainda não receberam nenhuma solicitação sobre o projeto.
A reportagem completa você lê na edição desta terça-feira (10) do jornal A Tribuna.

