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Cidades

Público de todas as idades lota 5ª edição do “Quebra-Nozes Capixaba” na Prainha

Mais de 400 artistas emocionaram a plateia com um espetáculo de luzes, atuação, música, cores e, claro, dança na Prainha, em Vila Velha

A cultura e as tradições do Espírito Santo ganharam destaque na apresentação
Foto de perfil de Flávio Carvalho

Flávio Carvalho

Formado em Jornalismo pela Faesa, atua na Rede Tribuna desde 2012, onde começou como estagiário. Já integrou a equipe de produção de pautas para a editoria de Cidades, e há mais de 8 anos cobre cultura e celebridades no jornal. Na área de assessoria de comunicação, estagiou em instituições públicas e privadas. Também atendeu artistas capixabas e festas.

Última atualização



Crianças, adolescentes, adultos e idosos foram fisgados pela arte da dança na segunda sessão da 5ª edição do “Quebra-Nozes Capixaba”, apresentada gratuitamente no fim da tarde de ontem, na Prainha, em Vila Velha.

No palco, mais de 400 artistas de todas as idades emocionaram o público com um espetáculo de luzes, atuação, música, cores e, claro, dança. O clima era de magia e solidariedade, já que a entrada para a apresentação era a doação voluntária de 1 kg de alimento não perecível.

Logo no início da apresentação, Liviane Pimenta, que é diretora da adaptação capixaba para a obra clássica de Piotr Tchaikovsky, agradeceu aos patrocinadores.

“Um evento desse porte não teria ingresso a menos de R$ 300, então nem todo mundo teria acesso. E quem tem acesso muitas vezes pega um avião até São Paulo para ver e volta. E por que nós não temos acesso aqui no Espírito Santo? Devemos e merecemos”.

Com muitos elementos da história original, o 1º ato foi marcado pela sofisticação do balé clássico em meio a cenários como uma sala de estar pronta para o Natal e a Pedra Azul, um dos principais cartões-postais do Estado.



As batidas de hip-hop inseridas em uma das cenas foram aprovadas pelo público, que vibrou junto com os bailarinos. Movimentos bem executados, principalmente os mais desafiadores, rendiam aplausos. Os figurinos coloridos e cheios de brilho também chamavam a atenção.

A cultura e as tradições do Espírito Santo ganharam destaque no 2º ato, que contou com o som de uma orquestra de cordas formada por mais de 10 instrumentistas.

Junto com o público, capoeiristas de todas as idades formaram uma grande “roda” para homenagear essa expressão cultural. O bater de palmas ecoou pela Prainha e deu o tom da cena inicial.

O congo, as paneleiras de Goiabeiras e os agricultores capixabas também foram lembrados durante o espetáculo, que uniu dança e esporte ao trazer um atleta de fisiculturismo.

A atração ainda marcou o reencontro de Ana Botafogo e Carlinhos de Jesus nos palcos, após o carioca enfrentar uma doença autoimune, que o deixou cinco meses em uma cadeira de rodas.

Encanto e emoção 

Turistas do Rio

Turistas do Rio de Janeiro, a assistente social Juliana Libório, 41, e a filha Lys, 10, ficaram encantadas com a adaptação capixaba de “O Quebra-Nozes”. Elas foram levadas por Celsiana, o marido José Roberto e a filha Carolina.



“Nunca tinha visto algo parecido lá no Rio. Achei legal regionalizarem, foi uma forma de nós conhecermos mais sobre o Espírito Santo. Minha filha amou a parte da capoeira. Nessa hora, ela nem piscou”, relata Juliana.

Três gerações

O engenheiro Eduardo Felix, 45, marcou presença no “Quebra-Nozes Capixaba” ao lado do pai, Isaías, 76, e da filha Nicole, 3. A ideia era incentivar a pequena a seguir com as aulas de balé clássico.



“Ela é uma criança que gosta de qualquer tipo de música, ama qualquer batida, e é apaixonada por luzes. Quando soubemos que teria o espetáculo, decidimos que tínhamos que trazê-la como forma de incentivo mesmo. E ainda visitamos a vila natalina da Prainha”, diz Eduardo.

Fim de tarde especial 

Jovens deram show!

O fim de tarde de ontem na Prainha foi especial para a psicóloga Maria da Graça Reis, 73, e as amigas Rachel Tavares, 70, e Heloísa Helena, 81. Elas chegaram às 16h30 para não perder nenhum segundo da apresentação.



“A gente vê espetáculos parecidos com esse em vários lugares do mundo, então ter acesso a algo assim, em Vila Velha, e gratuito para a população, é maravilhoso. Achei tudo muito original. Os jovens bailarinos deram show, mas foi icônico receber Ana Botafogo e Carlinhos de Jesus na nossa cidade”, afirma a psicóloga.



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