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Nascida na Ucrânia, aos 81 anos, a artista plástica Nona Rostagno contou como foram os primeiros anos da infância no país na época da Guerra. Vivendo no Estado desde a década de 90, ela lembrou das brincadeiras entre os tanques de guerra e as bombas deixadas pelos ataques na cidade durante a segunda guerra.
Em 1942, Nona e a família deixaram a Rússia e seguiram para a Alemanha. Em 1947 o pai da artista plástica, que era engenheiro civil, decidiu vir para o Brasil e aqui ficaram. Segundo Nona, ela e a família viviam na cidade de Kharkiv, localizada ao Norte da Ucrânia. E depois de mais de trinta dias dentro do navio, Nona e a família desembarcaram em São Paulo.
“Eu tinha cinco anos quando meu pai decidiu ir embora da Ucrânia. Me lembro que quando eu era pequena, eu brincava embaixo de tanques de guerra e com bombas que haviam sido deixadas nos ataques que aconteceram durante a segunda guerra. Meu pai teve que trabalhar forçado e apanhou , até que ele conseguiu passagens em um navio e viemos para o Brasil”, contou.
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Ela conta ainda que veio para o Espírito Santo pela primeira vez, após se casar em 1972 e viveu aqui até 1979. Em 1990 ela voltou e construiu sua vida no Estado e nunca mais foi embora. Atualmente vivendo no bairro Praia do Canto, em Vitória, contou que todos os filhos são capixabas e lembrou como foi a vida antes de chegar aqui.
“Nossa vida lá era muito triste, eu não conhecia outra vida. Sempre vi meus pais chorando e muito triste por causa da situação em que vivíamos na Ucrânia. Só fui ter uma vida decente quando viemos para o Brasil. Lembrar de como era e ver o que está acontecendo hoje é muito triste. Evito ver as imagens, pois me recordo de como foi difícil’, declarou Nona.
A cidade onde a artista plástica cresceu foi uma das primeiras cidades atacadas pelo exército russo no último dia (24).
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