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Quantas máscaras levar para a escola? Tire as dúvidas sobre a volta às aulas

Ainda sob os cuidados exigidos por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as aulas na rede particular de ensino estão marcadas para ...

A empresária Patrícia Volker com os filhos, João Henrique e Maria Clara

Última atualização

Ainda sob os cuidados exigidos por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as aulas na rede particular de ensino estão marcadas para começar no dia 1º de fevereiro.

Com o retorno presencial autorizado nos municípios em risco baixo e moderado da doença, como é o caso da Grande Vitória, alguns pais ainda estão com dúvidas sobre como será a rotina dos filhos. Uma das questões é: quantas máscaras os alunos devem levar para as aulas? Veja 10 perguntas e respostas ao final da matéria.

A empresária Patrícia Volker com os filhos, João Henrique e Maria Clara (Foto: Beto Morais/AT)A empresária Patrícia Volker, que tem dois filhos, João Henrique, que está entrando no 1º ano do ensino fundamental, e Maria Clara, que está no 5º ano, não sabe se eles vão precisar fazer revezamento ou se vão para a sala de aula todos os dias.

“Ano passado, eram menos alunos na sala, então eles conseguiam ir todos os dias. Agora, mais alunos devem retornar para a aula presencial”, afirmou.

Segundo o presidente do Sindicato de Empresas Particulares de Ensino do Estado (Sinepe-ES), Moacir Lellis, no caso do João Henrique, que vai para o 1º ano, a sala dele poderá ter, no máximo, 25 alunos.

Caso uma quantidade maior de alunos optem pelo ensino presencial, a escola deve organizar o revezamento. Já para a sala de Maria Clara, do 5º ano, o máximo de alunos permitido é de 30. Esse número, no entanto, só é possível desde que seja cumprido o distanciamento de 1,5 metro entre as mesas dos estudantes.

Vale lembrar que as escolas, mesmo com o ensino presencial liberado, devem continuar oferecendo aos alunos a opção de aulas remotas.

No colégio Darwin, onde os filhos da empresária Patrícia Volker estudam, as aulas serão híbridas – presenciais e com transmissão ao vivo.

“A ideia é que a maioria das turmas possa ir para a escola sem revezamento, principalmente no caso da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I. Por isso, provavelmente, haverá revezamento entre os alunos do ensino fundamental II, ensino médio e pré-vestibular”, informou a instituição.

No Centro Educacional Praia da Costa, em Vila Velha, as aulas serão transmitidas ao vivo, simultaneamente para alunos que estiverem na sala de aula e em casa. Todos os estudantes farão tarefas e provas em uma plataforma digital.

Na escola Múltipla, na Serra, a coordenadora Élida Batista afirma que os alunos do ensino remoto terão toda a assistência dos professores. E que para isso, os coordenadores receberam um celular para atender as dúvidas dos alunos fora do horário de aula.


ALGUNS QUESTIONAMENTOS


1 – Vai haver revezamento no retorno das aulas presenciais?

Vai depender do número de alunos em cada turma que optar voltar ao ensino presencial, além do tamanho de cada sala. Isso porque é necessário manter o distanciamento entre as carteiras, que é de 1,5 metro entre os estudantes, e de 2 metros para o professor.

Então, se o número de alunos que optarem voltar às aulas for maior do que o número de carteiras que cabem na sala de aula, será necessário um revezamento. Caso contrário, a turma ficará parte em casa e parte presencialmente todos dos dias.

2 – Qual o limite máximo por sala de aula?

Mesmo cumprindo o distanciamento mínimo, ainda assim há um limite máximo de alunos por sala, que varia de acordo com a turma. Segundo o presidente do Sindicato de Empresas Particulares de Ensino no Espírito Santo (Sinepe-ES), Moacir Lellis, as turmas do 1º ao 3º ano do ensino fundamental podem comportar em sala o máximo de 25 alunos.

As turmas do 4º e 5º ano podem ter até 30 alunos em sala. Já as turmas do 6º ao 9º ano podem ter até 35 estudantes na mesma sala.

3 – Os pais são obrigados a mandar os filhos para a escola?

Por enquanto, não. O decreto do Ministério da Educação (MEC) permite a opção da família em enviar ou não. As escolas têm a obrigação de oferecer as aulas remotas para as famílias que não se sentirem confortáveis de levar seus filhos.

4 – As escolas podem manter o ar-condicionado ligado?

As escolas devem manter as salas de aula com o chamado “circulação de ar cruzado”, em que o ar seja sempre renovado. Sendo assim, o aparelho de ar-condicionado das salas de aula pode ser ligado, desde que as janelas e portas permaneçam abertas também.

5 – Como vai funcionar o bebedouro?

Os alunos devem levar as próprias garrafas de casa. Os bebedouros das escolas estarão liberados para uso apenas para o enchimento das garrafas, e não para o aluno beber direto da fonte.

6 – Como será o horário de intervalo/recreio?

A orientação é para que a escola faça um escalonamento de turmas para prevenir a aglomeração de alunos. Pode ser uma turma por vez, por exemplo.

7 – Quantas máscaras os alunos devem levar para a escola?

As máscaras devem ser trocadas sempre que estiverem úmidas ou sujas, o que pode ser com uma frequência de menos de 2 horas, em especial para alunos menores e professores, já que a fala gera grande emissão de gotículas, além do suor.

Além disso, é recomendado trocar nas refeições, por exemplo. O recomendado é levar duas máscaras extras para qualquer eventualidade. Vale lembrar que é preciso guardar as máscaras de forma adequada em sacos, evitando que fiquem sobre as mesas ou cadeiras.

8 – As escolas são obrigadas a oferecer álcool em gel ou cada criança deve levar de casa?

Os alunos devem receber álcool em gel 70 % assim que entrarem na instituição. Além disso, as escolas devem disponibilizar álcool em gel também nas demais áreas.

É importante alertar que a Anvisa publicou um documento que alerta a população sobre o aumento dos casos de intoxicação por álcool em gel durante a pandemia, principalmente em crianças.

A recomendação é para que o uso do álcool gel deve ser restrito apenas para as ocasiões em que a lavagem das mãos não for possível, e o produto deve ser mantido fora do alcance das crianças entre 1 e 5 anos de idade. Caso a utilização seja necessária, deverá ser feita com supervisão de adultos.

9 – Como as provas serão aplicadas para os alunos que estarão presencialmente e pelo ensino remoto?

Cada escola possui um sistema de avaliação próprio. As provas vão acontecer, mas a avaliação dos alunos também será feita baseada no desempenho mostrado nas aulas e com o acompanhamento do professor. Todo esse conjunto vai avaliar como o aluno está assimilando o conteúdo, tanto de maneira presencial quanto nas aulas remotas.

No Centro Educacional Praia da Costa, por exemplo, o coordenador Rodrigo Uliana informou que as provas acontecerão no formato digital tanto para quem estiver na sala, quanto para quem permanecer em casa, no ensino remoto.

10 – O que será feito caso algum aluno apresente sintomas?

A escola deve ter um ambiente separado para esse aluno. A escola deve comunicar os pais. Dependendo do número de alunos com sintomas, as aulas da turma podem ser suspensas presencialmente.

Fonte: Sindicato de Empresas Particulares de Ensino do Estado (Sinepe-ES), especialistas consultados e pesquisa AT.

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