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“Queria ser um grande baterista”, diz pai de adolescente morto em acidente

Um menino amável, educado e carinhoso. É assim que o técnico de enfermagem Nilson Martins Ferreira, 47, vai guardar a lembrança do filho Leonardo de ...

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Além da bateria, Leonardo tocava violão, guitarra e contrabaixo, e ajudava nas programações da igreja (Foto: Redes sociais)

Um menino amável, educado e carinhoso. É assim que o técnico de enfermagem Nilson Martins Ferreira, 47, vai guardar a lembrança do filho Leonardo de Freitas Martins, de apenas 15 anos.

Leonardo morreu após o carro em que estava bater de frente com uma van, na rodovia ES-456, na altura do bairro Irajá, em Aracruz, na noite do último domingo (10). Além dele, Julia Fraga e Leticia Koch, ambas de 16 anos, também morreram na colisão. No veículo, estavam ainda mais quatro ocupantes que ficaram feridos e estão internados.

Segundo Nilson, há um ano e dois meses, ele perdeu o outro filho, aos 16 anos, para uma doença. O sonho de Leonardo era ser um grande baterista, revela ele.

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A Tribuna – Qual a lembrança que ficará sempre guardada do seu filho?

Nilson Martins – Do menino amável, adorável, muito educado e carinhoso. Ele tocava bateria. Queria ser um grande baterista, um grande músico. Sabia também já tocar violão, guitarra, contrabaixo, queria aprender todos os instrumentos. Dizia que, quando precisassem dele na igreja, ele poderia ajudar. Era assim que Leo era.

O senhor sabe para onde ele estava indo no momento do acidente?

Não sei ao certo. Ele me ligou menos de uma hora antes do acidente e disse que ia dormir na minha casa. Ele morava com a mãe dele em Aracruz também, então perguntei por que. Ele só disse que estava indo para uma festa e que ficava mais fácil, na volta, dormir lá em casa. Não disse aonde era.

O senhor conhecia os outros ocupantes do carro?

O motorista, uma menina e outro menino, que estão entre os feridos, eram primos de Leonardo. Sempre saíam juntos. Já as duas meninas que morreram, mais outra adolescente, eram amigas.

E como ficou sabendo o que aconteceu?

A mãe dele me ligou perguntando se o Leonardo tinha chegado na minha casa e eu disse que não. Ela então disse que ligaram para ela falando sobre o acidente. Foi um choque. A nós, resta aceitar, por mais que doa, a vontade de Deus. Perdi meu outro filho, com 16 anos também, há um ano de dois meses para uma doença. É uma pancada muito grande, mas temos a certeza que Deus está nos confortando.

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