
Crislaine, que está em coma, voltava de um show em Itaipava na madrugada da última sexta-feira, quando presenciou um acidente e, ao tentar socorrer a vítima, acabou sendo atropelada. A jovem está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim.
Valdeci está visitando a filha todos os dias. “O quadro ainda é grave, porém ela apresentou uma pequena melhora, chegou a mexer a mão, e o pescoço desinchou”.
A reportagem apurou que o carro, suspeito de atropelar Crislaine, está em nome de uma mulher, mas segundo informações de testemunhas que estavam no local, o condutor era um homem, e que o Corolla teria desviado de um HB20 que vinha na contramão, causando o acidente.
“Quero que o motorista que deixou minha filha em coma seja encontrado. Ele tem de dizer o porquê de ter feito isso, explicar o que aconteceu. Não pode um acidente dessa proporção ficar impune”, afirmou.
“As informações que temos é que a polícia ainda não encontrou quem causou o acidente”, completou.
O vigilante também relatou que o filho de Crislaine, de 7 anos, ficou bastante abalado com o acidente. “Ele é bem ligado à mãe, chorou bastante e todos os dias pergunta por ela”.
O acidente envolveu cinco veículos, deixando 15 feridos que foram socorridos por ambulâncias dos municípios de Itapemirim e Marataízes, segundo informou a Polícia Militar.
De acordo com Valdeci, Crislaine foi a vítima mais grave. Ela foi a primeira a ser atingida pelo carro.
Caso está sendo investigado, afirma Polícia Civil
Questionada pela reportagem se o suspeito do acidente, condutor do Corolla, que atropelou a secretária Crislaine Camiletti, havia sido detido, a Polícia Civil, informou, por meio de nota, “que até o momento nenhum suspeito foi detido”.
De acordo com a Polícia, o caso segue sob investigação da Delegacia de Itapemirim. “Outras informações não serão repassadas para que a apuração dos fatos seja preservada”.
O advogado criminalista Flávio Fabiano explicou que omitir socorro em um acidente de trânsito pode ser configurado como crime, podendo o acusado cumprir pena de seis a um ano, ou pagar uma multa.
“É dever de todo cidadão prestar os primeiros socorros, caso o contrário já é considerado crime de omissão, previsto em Lei. Mesmo que, este primeiro socorro, seja apenas acionar os serviços de urgência e emergência, como Samu, Bombeiros e Polícia Militar. Mas, deve-se agir”, explicou.