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Rapel para avaliar estrutura metálica da Terceira Ponte

Dessa vez, o objetivo é vistoriar os aparelhos de apoio da estrutura metálica da ponte e dois especialistas farão o trabalho por meio de rapel, para ...

Especialista desce a ponte de rapel para realizar manutenção da estrutura

Última atualização

Especialista desce a ponte de rapel para realizar manutenção da estrutura (Foto: Gilson Luiz Garcia e Divulgação)

Dessa vez, o objetivo é vistoriar os aparelhos de apoio da estrutura metálica da ponte e dois especialistas farão o trabalho por meio de rapel, para verificar integridade e condições estruturais para correção em caso de necessidade.

“Os aparelhos de apoio são peças estruturais, localizadas entre o pilar e as vigas que suportam o pavimento da ponte. Eles servem para transferir as cargas entre as estruturas e permitir que elas se movimentem sem causar danos estruturais”, explica o diretor-presidente da RodoSol, Geraldo Dadalto.

Segundo ele, na intervenção realizada dessa vez, o engenheiro alemão Jurn Maertens, que trabalhou como projetista da estrutura metálica da Terceira Ponte na década de 70, está acompanhando remotamente o trabalho de uma das salas da RodoSol, na praça de pedágio da ponte.

Vida útil

Da esquerda para a direita, o alemão Jurn Maertens, projetista da estrutura metálica da ponte, e os engenheiros Thiago Figueiredo e Jiancarlos Pagotto Coutinho, da equipe local de manutenção (Foto:  Gilson Luiz Garcia e Divulgação)

O trabalho preventivo e integrado realizado pela concessionária, envolvendo os maiores especialistas brasileiros, além de técnicas e equipamentos de ponta ao longo dos anos, dobrou a previsão de “vida útil” da ponte de 50 para 100 anos.

“Dizer isso não é dizer que a estrutura da ponte estaria comprometida com 50 anos de vida. Essa previsão indica o momento em que seria necessário realizar intervenções de manutenção corretivas mais significativas. O trabalho preventivo dobrou essa expectativa para 100 anos”, explica Dadalto.

Segundo ele, os ensaios e procedimentos realizados se tornaram referência nacional, despertando interesse de engenheiros e pesquisadores de todo o País, que vêm ao Estado para conhecer o trabalho, além dos técnicos locais que visitam e conhecem a metodologia empregada.


Cuidado até debaixo d’água


Manutenção subaquática: inspeção na parte submersa dos pilares (Foto: Gilson Luiz Garcia e Divulgação)

Outra manutenção realizada periodicamente na Terceira Ponte é subaquática. Para avaliar a parte dos pilares que fica submersa, técnicos especializados utilizam barco e equipamento de mergulho para fazer a inspeção.

“Os resultados têm demonstrado boa conservação, mas o trabalho preventivo é fundamental para diminuir a necessidade de ações corretivas. A concessão garante esse cuidado, que é um diferencial numa obra tão importante para os capixabas do ponto de vista de mobilidade, deslocamento e também como um de nossos principais cartões-postais”, afirma Geraldo Dadalto..

Todos os 61 pilares da Terceira Ponte já foram, mais de uma vez, alvo da atenção dos técnicos, tanto na parte externa quanto na parte submersa.

Quando se trata da manutenção da estrutura de concreto acima do nível do mar, amostras são retiradas com ajuda de uma plataforma aérea, uma espécie de “braço mecânico”, que alcança até quinze metros de altura ou também por meio de rapel, dependendo do local a ser avaliado.

As amostras do concreto são levadas para análise em laboratório. O contato da amostra com um componente químico revela até onde o concreto foi impactado por agentes corrosivos como a maresia, por exemplo. Os pontos que apresentam desgaste são revestidos de um material que protege o concreto novamente.

Esse trabalho é coordenado pelo engenheiro civil José Eduardo Aguiar, doutor em Patologia do Concreto e professor da disciplina de Patologia e Durabilidade de Estrutura de Concreto do Curso Avançado de Especialização em Construção Civil, da Universidade Federal de Minas Gerais.


Sobre a manutenção


O rapel permite o acesso a estruturas da ponte que não poderiam ser alcançadas de outra forma (Foto: Gilson Luiz Garcia e Divulgação)

Estrutura metálica

  • A estrutura é submetida a uma bateria de exames. A análise é realizada com auxílio de técnicas, que incluem o uso de equipamentos de ultrassonografia e de um líquido penetrante, informando se há necessidade de reparo nas soldas.
  • Dessa vez, o objetivo é outro: vistoriar os aparelhos de apoio da estrutura metálica da ponte e dois especialistas farão o trabalho por meio de rapel, para verificar integridade e condições estruturais para correção em caso de necessidade.
  • Os aparelhos de apoio são peças estruturais, localizadas entre o pilar e as vigas que suportam o pavimento da ponte. Eles servem para transferir as cargas entre as estruturas e permitir que elas se movimentem sem causar danos estruturais.

Rapel

  • Quando o alvo da inspeção são os pilares da ponte e não é possível levar e utilizar toda a estrutura de equipamentos de manutenção, a alternativa é utilizar a técnica de rapel.

Debaixo d’água

  • No caso das estruturas submersas, o trabalho é realizado com apoio de um barco, equipamentos de mergulho e técnicos mergulhadores. Nessas inspeções, o objetivo é verificar a condição de conservação dos tubulões.

Estrutura de concreto

  • A manutenção da estrutura de concreto prevê a retirada de, no mínimo, 80 amostras de concreto a cada inspeção, realizada em periodicidade alternada com outras inspeções.

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