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Recorde de animais de estimação na Grande Vitória

A tradicional família capixaba está mudando. É difícil encontrar um lar hoje que, além de pais, filhos, e outros parentes, não tenha um animal de ...

A bióloga Renata Valls com a cobra Pétala

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Renan com a cadela Maya, a galinha Mirela e o gato Vitorio: publicitário disse que os pets são sua paixão (Foto: Kadidja Fernandes/ AT)

A tradicional família capixaba está mudando. É difícil encontrar um lar hoje que, além de pais, filhos, e outros parentes, não tenha um animal de estimação, sejam eles cães e gatos ou menos comuns, como galinhas, miniporcos, roedores e até cobras.

 (Foto: Reprodução/ Jornal A Tribuna)Somente em três municípios da Grande Vitória, são 117.764 cães e 23.261 gatos, totalizando 141.025 animais. Levantamento feito pelo IBGE aponta que o Espírito Santo possui hoje 862.876 cães, número que ultrapassa o de crianças e adolescentes de até 14 anos, que somam 825 mil.

Em 2013, ainda de acordo com o IBGE, eram 494 mil domicílios com cães e 143 mil com gatos em todo estado. Só que nos últimos seis anos, o crescimento de lares com cães e gatos, por exemplo, foi de 30%, segundo projeção feita pelo Instituto Pet Brasil (IPB).

Com isso, o número de lares capixabas com cães saltou para 642.300 e, com gatos, para 185.900.

A cada 10 casas, sete já possuem algum bichinho. E até quem não tem seu próprio pet, inclusive, está fingindo que tem. Um filtro que insere um cachorro dormindo nas fotos dos usuários viralizou no Instagram nos últimos dias.

As prefeituras de Vitória, Vila Velha e Serra enviaram à reportagem levantamentos sobre o número de animais nos municípios, que foi baseado nas últimas campanhas de vacinação promovidas em vários bairros das cidades.

A média de cães que foram vacinados na capital capixaba foi de 23 mil e, de gatos, 6 mil. O município canela-verde tem em média 34 mil cães e 7 mil gatos, e na Serra, são 59.427 cães e 9.459 gatos.

O publicitário Renan Vermelho, 33, tem muita história com pets para contar. Ele mora em Vitória e tem uma cadela, a Maya, um gato, chamado Vitorio, e três galinhas: Solange, Mirela e Lurdinha.
Mas não para por aí: o publicitário é tutora de um minipig – que já não está tão mini assim e, por isso, foi viver de uma forma mais confortável no sítio da família.

Ele conta que os pets são sua paixão e até tem um Instagram só para postar foto deles. A avó, de 88 anos, e que vive com ele, teve uma melhora na saúde após passar a conviver com os animais.
“Quase todos os nossos animais foram resgatados. Quando a minha avó começou a ter sinais de perda de memória, li numa pesquisa que eles ajudam muito para a doença não avançar. E é verdade: hoje a memória dela está muito boa”.

ACOLHIMENTO 

“É um amor incondicional”

Márcia Guerra, 58, é tão apaixonada por pets que acolhe animais rua, cuida, e depois disponibiliza para adoção responsável. Ela mora em Vila Velha com vários companheirinhos: os cães Duff, Toddy e Shurek; e os gatos Pilú, Frajolinha, Oncinha, Kiara e Lemão.

Márcia Guerra com os pets (Foto: Dayana Souza/ AT)

Pensa que é só em casa? Claro que não! No seu local de trabalho vivem as cadelinhas Estrela e Tita (que está para adoção) e dois gatos, Raj e Mio. “É um amor incondicional”, resumiu Márcia.

Mercado deve faturar R$ 36,2 bilhões este ano

Se existe um mercado que não vê crise, é o pet. Dados levantados pelo Instituto Pet Brasil (IPB) apontam que ele está em franco aquecimento, com desempenho ainda maior do que o do ano passado: a previsão é que fature R$ 36,2 bilhões em 2019, alta de 5,4%.

O Brasil já é o segundo mercado para pets do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Desde 2013, ano de início da tabulação feita pelo IPB, o faturamento tem registrado crescimento. Se a expectativa deste ano se consolidar, o mercado pet terá alcançado um crescimento de 49% em sete anos.

O segmento de pet food (alimentação dos animais) deverá se manter como o grande destaque no ano, com expectativa de fechar 2019 com faturamento de R$ 16,14 bilhões (ou 44,6% sobre o valor total). Vendas totais de animais ficam em segundo lugar, com projeção de R$ 4,41 bilhões (12,2%).

Ainda há os serviços veterinários (11,7%), serviços gerais (11,3%) e produtos veterinários (11,1%) que vêm em seguida. Fechando a conta, há o pet care (cuidados com os animais), com 5,1%, e comércio eletrônico (4%).

Elzir de Macedo Gomes Filho viu no segmento pet a realização do sonho de ter o próprio negócio.

De olho no segmento pet food, ele não teve dúvida: abriu uma filial da rede Padaria Pet, especializada em pães, linha de baleiros e petiscos naturais, bolo de aniversário, cupcakes, molho para ração, biscoitos funcionais, patês diversos, comida congelada e a linha natural para animais diabéticos, com problema renal ou obesidade.

“Temos um lounge para festas de aniversário e buffet, piscina de bolinhas e boutique para venda de acessórios de marcas de renome do mercado pet. Hoje, os tutores gostam de proporcionar aos pets um espaço diferenciado para que os animais possam usufruir, relaxar e receber cuidados essenciais para o seu bem-estar”, lembrou.

Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o gasto das famílias brasileiras com os animais ultrapassa 7% da renda familiar, e as despesas chegam, em média, R$ 300 mensais.

O mercado para animais domésticos do Estado é formado por cerca de 2 mil médicos veterinários, cerca de 500 banhistas e tosadores, comerciários e distribuidores.

COBRA

“Fabulosos”
A bióloga Renata Valls, 30, tem um cão, o Bud, e também pets não convencionais em casa: o Tapioca é um Hamster, e Pétala (foto) e Cristal são cobras. Por conta da profissão, ela passou a ter um amor maior por essas espécies diferenciadas.

A bióloga Renata Valls com a cobra Pétala (Foto: Dayana Souza/ AT)

“O custo é alto e não indicamos que as pessoas comprem sem se informar. As cobras têm de vir de criadouros autorizados pelo Ibama, microchipadas, viver em ambiente climatizado e receber alimentação adequada. Apesar de serem animais fabulosos, tutelar é uma grande responsabilidade”, frisou.

RESPEITO

Amor passado para as filhas

A dentista Catarina Riva, 40, e suas filhas, Sofia, 12, e Sarah, 4, se divertem ao contar que têm praticamente um zoológico em casa. São três cachorros, sete gatos – sendo que uma das gatinhas está grávida – e um viveiro cheio de passarinhos. No sítio da família, em Guarapari, tem mais alguns animais.

A dentista Catarina Riva com as filhas Sofia e Sarah (Foto: Antonio Moreira/ AT)

“A paixão por animais vem desde cedo e passo esse amor para minhas filhas”, ressaltou Catarina.

COMPANHEIRAS

Homenagem com tatuagem

Ângela D’ávila, 46, tem um amor incondicional por suas cadelinhas, a poodle toy Lila, de 17 anos, e a sem raça definida Nina, que tem cerca de 1 ano e 7 meses. Na última semana, Ângela fez uma tatuagem em homenagem às suas companheirinhas. “A Lila já tem incríveis 17 anos e está muito bem. Já a Nina chegou depois, é mais novinha, mas, em pouco tempo, virou nosso xodó”.

Ângela D'ávila com as cadelinhas Lila e Nina (Foto: Leone Iglesias/ AT)

 (Foto: Reprodução/ Jornal A Tribuna)

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