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Cidades

Rede social só de áudio ganha adeptos no Estado

Uma rede social baseada em conversas por voz é o novo fenômeno de popularidade no mundo, alcançando cada vez mais adeptos no Estado. Em apenas uma ...

Os estudantes Anna Clara e Elter aprovaram a nova rede social

Última atualização

Uma rede social baseada em conversas por voz é o novo fenômeno de popularidade no mundo, alcançando cada vez mais adeptos no Estado. Em apenas uma semana, as buscas pelo aplicativo Clubhouse no Google cresceram 525%, de acordo com o site.

O crescimento já preocupa autoridades de países mais fechados, como a China, que pode estar bloqueando o aplicativo. Além disso, levanta debates se vale a pena criar perfil em mais uma plataforma.

Totalmente baseada no envio de áudios, a nova rede social não tem foto, vídeo ou texto. A única imagem é a foto de perfil do usuário.

Os estudantes Anna Clara e Elter aprovaram a nova rede social (Foto: Dayana Souza/AT)O Clubhouse possui diversas salas de bate-papo sobre variados temas, e os áudios e participações são em tempo real. Ou seja, não é possível reproduzir mensagens antigas, como no WhatsApp.

O aplicativo começou a ganhar fama no fim de janeiro, quando passou a ser utilizado pelo empresário Elon Musk, o homem mais rico do planeta. Desde então, personalidades famosas do mundo inteiro passaram a usar.

No Brasil, o Athletico Paranaense inovou e transmitiu, ontem, o jogo com o Corinthians pela plataforma. Já na China, o Clubhouse chamou a atenção dos chineses, que viram no aplicativo a oportunidade de conversar sobre temas que são censurados no país.

Como o aplicativo é limitado para convidados, já é possível encontrar convites à venda na internet por até R$ 360.

O estudante Elter Fiame Nunes, 20 anos, está utilizando o aplicativo desde o último domingo. Ele afirma que a rede social é útil pela variedade de temas. “Estou usando ativamente, ouvindo informações, desde fofoca a investimentos”.

Os temas vão desde reality show à política. Foi o que atraiu a estudante Anna Clara Ferreira, de 20 anos.

“Por mais que a ideia de entrar em uma nova rede social seja cansativa, pretendo continuar. Tenho escutado pessoas que admiro falando sobre política, teologia e relações internacionais”.

Em meio a relações cada vez mais virtuais, o uso consciente se torna um desafio, segundo o psicólogo Vinícius Grassi.

“O uso não excessivo não traz prejuízo. Devemos estar atentos à quantidade de tempo que investimos, pois o uso problemático pode causar dependência e desencadear transtornos de ansiedade e depressivos”, alertou.


SAIBA MAIS


Salas de bate-papo com variados temas

O que é o Clubhouse?
> É uma rede social de áudio. São diversas salas sobre variados temas.
> Não há fotos, vídeos ou textos.
> Até o momento, o aplicativo só está disponível para iPhone.

Como são os grupos?
> Em geral, são definidos por tema, mas é possível criar ambientes livres.
> O participante pode entrar e sair a qualquer hora.
> O limite para ouvintes é de 5 mil pessoas simultaneamente.

Como são enviados os áudios?
> Os áudios e as participações são em tempo real, ou seja, não é possível reproduzir mensagens antigas, como acontece no WhatsApp.
> É possível pedir para falar com um emoji que mostra uma mão levantada.
> Em salas menores, todos podem ficar com o microfone aberto, desde que o moderador permita.

Como participar?
> É preciso ter um convite. Quem quer participar, pode baixar o app e entrar na lista de espera, que é sincronizada com os contatos do celular.
> Se algum amigo estiver dentro, ele consegue permitir a entrada. Cada pessoa tem direito a dois convites.

Fonte: Pesquisa AT.
 

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