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Reencontros 50 anos depois de formaturas

Há 50 anos, Terezinha Lemos, de 75, conta que era pobre e dava aulas para conseguir se manter fazendo faculdade. Desde essa época, ela tinha um ...

Turma de professoras teve encontro na Catedral de Vitória com direito até a uniforme igual ao usado na Escola Normal Pedro II em 1968

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Turma de professoras teve encontro na Catedral de Vitória com direito até a uniforme igual ao usado na Escola Normal Pedro II em 1968 (Foto: Rodrigo Gavini /AT)

Há 50 anos, Terezinha Lemos, de 75, conta que era pobre e dava aulas para conseguir se manter fazendo faculdade. Desde essa época, ela tinha um objetivo: ser uma engenheira vitoriosa.

Cinco décadas depois, ela teve certeza de que o objetivo foi cumprido ao rever amigos do curso de Engenharia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que se reencontraram para comemorar as vitórias da vida, com direito a culto na Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória e até festa.

“Virei professora do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), fui secretária de obras e abri um escritório de projetos. É uma sensação de dever cumprido. Esse reencontro é sensacional para fazer um balanço da vida, rever os colegas, ver que é como se o tempo não tivesse passado e coroar a amizade de um tempo em que tudo ainda era muito incerto”, lembra.

Professora aposentada, Ana Maria Cuzzuol, 68 anos, teve sensação parecida com outro reencontro de décadas que aconteceu recentemente: 65 mulheres que fizeram parte de uma das turmas que se formou no chamado “Curso Normal”, em 1968, no Ginásio Estadual e Escola Normal Pedro II, se reuniram na Catedral de Vitória.

Engenheiros se reuniram em igreja e restaurante para celebrar amizade (Foto: Beto Morais/AT)“Há 50 anos meu sonho era ver um Brasil com mais gente alfabetizada, com mais brasileiros indo à faculdade. Está longe ainda, mas, lecionando, a gente conseguiu ajudar muitos a chegarem lá”, comemora Ana Maria.

Escola Normal era o nome dado ao curso geral de segundo grau, para a formação de professores habilitados a lecionar no ensino de base.

“Esses reencontros são bons para ver como tudo valeu a pena e fazem bem para a alma. A gente relembrou brincadeiras daquela época. Como tem formanda que veio até de Brasília, vamos atualizando as histórias, as novidades. Estou roca até hoje”, contou animada.

Outra “normalista” – como as professoras eram chamadas –, Neusa Lobo de Aguiar, de 70 anos, disse que reencontrar as colegas, muitas vistas apenas por fotos depois da formatura, foi maravilhoso.

“É como voltar no tempo. Eu já tenho aluno de cabelo branco, acredita? Há 50 anos, entrei na Escola Normal para seguir os passos da minha mãe, que foi professora por 28 anos, num lindo trabalho de educação. Fiz o mesmo que ela e me dediquei a ensinar alunos com deficiência auditiva. Nesse reencontro, todas nós tivemos uma certeza: valeu a pena.”
 

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