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Reunião termina sem acordo e pescadores vão manter ferrovia fechada

A reunião entre a Fundação Renova e pescadores atingidos pela tragédia de Mariana terminou sem acordou agora há pouco em Baixo Gandú e o protesto que ...

Pescadores protestam na ferrovia

Última atualização

Pescadores protestam na ferrovia (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Baixo Guandu)

A reunião entre a Fundação Renova e pescadores atingidos pela tragédia de Mariana terminou sem acordou agora há pouco em Baixo Gandú e o protesto que fecha a ferrovia Vitória-Minas continua sem previsão de acabar. À reportagem, um dos líderes do movimento disse que os pescadores vão passar a madrugada nos trilhos e amanhecer por lá.

Segundo Carlos Nobre, um dos representantes do movimento, a Fundação Renova – criada pela mineradora Samarco para gerir ações de reparação e compensação dos danos causados na tragédia de Mariana – pediu 30 dias para dar uma resposta às reinvindicações dos pescadores com a condição de liberação da ferrovia. Os pescadores negaram.

Eles pedem a inclusão de pescadores que ainda não receberam indenização e auxílio-financeiro, revisão de valores pagos, inclusão de rios, manguezais e mar como áreas atingidas pela Lama de Mariana.

O rompimento da barragem de Fundão, localizada no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município brasileiro de Mariana, Minas Gerais, ocorreu na tarde de 5 de novembro de 2015. Rompeu-se uma barragem de rejeitos de mineração controlada pela Samarco, despejando resíduos de mineração no Rio Doce, que cruza os dois estados, além de deixar 19 mortos.

O outro lado

“A Fundação Renova reitera que, ao longo do processo de negociação, vem agindo com respeito aos direitos humanos de todas as pessoas e que acredita no diálogo como o melhor caminho para a criação de soluções adequadas à situação. Nesse sentido, continuará buscando diálogo com os manifestantes que permanecem no local para resolução do impasse de forma pacífica e transparente”, afirmou a Fundação. 

Segundo a Vale, 2,5 mil passageiros foram prejudicados por não conseguirem embarcar no trem ou por completarem o trajeto de ônibus. “Nesta quarta-feira (16), o trem continuará com circulação restrita ao trajeto entre Belo Horizonte e Governador Valadares, em Minas Gerais, nos dois sentidos. Com isso, mais 1,2 mil passageiros em Minas Gerais e no Espírito Santo devem ser impactados pela interdição”, completou

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