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Cidades

Risco de extinção de golfinhos no Estado

Espécie conhecida como toninha tem menos de 600 mamíferos. Redes de pesca são apontadas como principal causa do desaparecimento

Paulo Rodrigues, coordenador do projeto Baleia Jubarte.

Última atualização

Com uma população de menos de 600 golfinhos, os mamíferos da espécie Pontoporia blainvillei, também conhecidos como toninhas, correm risco de extinção no Estado e a  causa são as redes de pesca.

O alerta é do presidente do Projeto Baleia Jubarte, Eduardo Camargo, após monitoramento feito no Estado e no Rio de Janeiro.

“Esta população tem ficado mais isolada e conseguimos identificar até diferenciações genéticas, o que aumenta ainda mais o risco de extinção”, afirma Eduardo.

Ele destaca que a espécie tem incidência no litoral Norte do Estado, de Aracruz até a divisa com a

Bahia. Porém, é na foz do Rio Doce, em Linhares, e em Barra Nova, São Mateus, que são registradas as maiores ocorrências.

“Não é a rede de arrasto. É a rede de emalhe, aquela que o pescador coloca no mar a até 4 km de distância da costa, até 20 metros de profundidade, e espera por algumas horas para ver se capturou os peixes. A captura das toninhas, nesses casos, é acidental”, diz Eduardo Camargo.

A toninha é considerada o “golfinho invisível” por sua natureza mais discreta e, por isso, é difícil de ser encontrada. Elas vivem em grupos pequenos de até cinco indivíduos.

 













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O animal vive em águas rasas perto da costa. De tamanho pequeno, mede cerca de 1,5 metro de comprimento e se reproduz uma única vez a cada dois ou três anos.

Segundo o coordenador de Pesquisa do Instituto Milton Marcondes, coordenador de pesquisa do instituto, as toninhas ocorrem só na faixa que vai do litoral do Brasil, começando no Espírito Santo, até a Argentina.

“Claro que temos que nos preocupar também com a ocupação do litoral, com a construção de portos, liberação de esgoto, lixo marinho. Mas, principalmente, a pesca de emalhe é o que está causando a maior mortalidade”, disse Milton.

No Espaço Baleia Jubarte, na Praça do Papa, em Vitória, há uma exposição sobre as toninhas. As visitas são guiadas e custam R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia-entrada. De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, é possível ter mais informações sobre este animal ameaçado.

“Mostramos as características, os problemas e tem até o esqueleto de um animal, que foi encontrado encalhado”, disse  Paulo Rodrigues, coordenador do projeto.

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