O Sindicato dos Rodoviários (Sindirodoviários) afirmou que vai cumprir a decisão judicial que determina que 75% da frota de ônibus do Transcol circulem nesta segunda-feira (12) pela Grande Vitória, desde que receba a notificação da Justiça. A informação foi dada no final da noite deste domingo (11) por um dos diretores da categoria, Zedequias Inácio.
Por outro lado, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), afirma que a notificação judicial foi recebida pelo diretor de Patrimônio do Sindirodoviários, Marcos Alexandre da Silva, no final da tarde de domingo.
A paralisação anunciada pelo Sindirodoviários na última sexta-feira é decorrente do início da circulação dos coletivos com ar-condicionado e sem cobradores a partir de hoje, conforme garantiu o governo do Estado.
De acordo com Zedequias, a paralisação é em defesa dos postos de trabalho dos cobradores e foi marcada para começar na madrugada de hoje. O diretor também destacou que o jurídico do sindicato deve recorrer da decisão judicial.
“Fizemos uma assembleia em que a categoria foi unânime em aceitar a paralisação. Mesmo que eles falem que vão remanejar os cobradores para outros postos de trabalho, não sabemos se terão vagas para todos”, afirmou.
Além da obrigação de 75% da frota circulando, o despacho do juiz Aldary Nunes Junior, do plantão cível da comarca da capital, determina que os rodoviários não podem bloquear ou tumultuar o trânsito na Grande Vitória, impedir que os ônibus saiam das garagens ou fazer o movimento de “catraca livre”, sob pena de multa no valor de R$ 100 mil por dia.
De acordo com a decisão judicial, a greve vai “transformar a Grande Vitória em um caos, com a paralisação do comércio, atrapalhando ou impedindo que os trabalhadores cheguem aos seus locais de destino, prejudicando atividades escolares, entre muitos outros problemas.”
Questionado se, ao ser notificado, o sindicato vai cumprir a decisão judicial, Zedequias disse que vai depender da categoria (motoristas, cobradores e fiscais).
“Quando a gente for notificado, vai ser passado para a categoria e ela quem vai decidir. Não podemos obrigar a ninguém a ir para a rua.”
