- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
CIDADES

Seca no ES: Preocupação aumenta com falta de chuva

Decreto que chama a atenção para a estiagem prolongada e para o baixo nível dos rios foi feito pelo governo do Estado

O Rio Jucu, que abastece a Grande Vitória, está com vazão atual pouco acima do nível mais crítico. Apesar disso, não há risco de racionamento até agora

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

O Espírito Santo está em alerta por causa da falta de chuva. O governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), decretou estado de atenção devido à estiagem, a situação das barragens e o baixo nível dos rios no território capixaba.

Segundo a Agerh, não há risco de falta d’água no momento, mas o alerta chama atenção para a necessidade de economizar.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Santa Maria da Vitória, Tarcísio José Föeger, em entrevista para a reportagem de A Tribuna no último dia 10, falou em “priorizar” o uso dos recursos hídricos diante do atual momento.

Ontem, o diretor-presidente da Agerh, Fábio Ahnert, explicou que a resolução é uma orientação para a sociedade, sem punições. 

“Para que as prefeituras proibam molhar ruas, pessoas evitem lavar calçadas, setor industrial intensifique o uso de água de reuso e o reaproveitamento; a agricultura que não irrigue na hora mais quente do dia, que tem maior evaporação; as companhias de saneamento intensifiquem os mecanismos de reservação de água”, pontuou

No caso dos dois rios que abastecem a Grande Vitória, o Jucu teve vazão média, nos últimos 30 dias, de 15.344,84 litros por segundo. A vazão atual é de 9.290 l/s, sendo que a   crítica é de 6.260,04. O Santa Maria da Vitória teve vazão média de 7.537,73 l/s nos últimos 30 dias, tem vazão de 4.902,58 l/s, sendo a crítica de 2.895,30 l/s.  

“É a época mais seca do ano. Até setembro não há evidência importante de chuvas”, disse o meteorologista do Incaper, Hugo Ramos.

O diretor-presidente da Cesan, Carlos Linhalis, afirmou que a companhia acompanha com atenção a vazão dos rios. “Mantemos o diálogo com todos os municípios”.

INSUMOS

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:



 

Pouca comida para o gado

Em Itapemirim, litoral Sul, os produtores de leite estão com dificuldades porque não têm pasto nas propriedades e alguns animais estão morrendo de fome.

A pecuarista Vera Lúcia Pires de Melo, 62, relata que está fornecendo apenas 10% de comida para seu rebanho de 50 vacas. Ela destaca que o mais complicado, além da seca, é a alta nos preços dos insumos. 

“A alimentação do gado está caro. Trinta sacos de farelo, hoje, custam mais de R$ 3 mil. Reduzimos para quatro sacos por dia, e não dá para mais de uma semana. O leite sai caro para o consumidor, mas os problemas começam no curral”. 

Doze milhões de prejuízo para os produtores no Sul capixaba

Levantamento feito pela Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Itapemirim, litoral Sul do Estado, revela que os pecuaristas e produtores rurais já tiveram prejuízo de R$ 12 milhões neste período de seca. 

“Temos três cenários aqui em Itapemirim: a pecuária de leite, de corte e a agricultura. São cerca de 700 produtores rurais na mesma situação. Todos esses produtores, juntos, deixaram de vender mais de R$ 12 milhões, se comparado ao mesmo semestre do ano passado”, disse o secretário da pasta e veterinário, Rômulo Sobrosa.

Até o final da semana, segundo o meteorologista Hugo Ramos, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) deve divulgar o novo Mapa da Seca do Espírito Santo, atualizado para o mês de julho.

O mapa é coordenado pela Agência Nacional de Águas (Ana) e executado no Estado pelo Incaper, Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Cesan e Defesa Civil.

Para o diretor-presidente da Agerh, Fábio Ahnert, o mapa deve trazer alterações em relação ao mês de junho. “Tudo indica que devemos passar de uma seca fraca a uma seca moderada, principalmente, no Sul do Estado”.

De acordo com Fábio Ahnert, os próximos 15 dias podem levar o Estado a um cenário ainda mais crítico. “Se não houver chuva em grande volume, dependendo de quão rapidamente caiam as vazões, depende de como serão as informações, as companhias de abastecimento, vamos avaliando”.

Ele destacou que, até o momento, não há risco de racionamento. “No Rio Santa Maria da Vitória, há o reservatório de Rio Bonito, por exemplo”, disse.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.