|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:
O município de Serra está próximo de concluir o seu novo Plano Diretor Municipal (PDM), para apresentá-lo e aprová-lo até o final de setembro. A principal mudança está no fim do gabarito que limita a altura dos prédios em 140 bairros da cidade.
O secretário de Desenvolvimento Urbano e de Meio Ambiente da Serra, Claudio Denicoli, afirma que o objetivo do novo Plano Diretor é verticalizar a cidade e garantir um documento simplificado para quem deseja investir.
“O atual PDM tem 395 artigos enquanto o novo terá cerca de 70. Também queremos expandir o município de forma vertical, dando condições para os donos de terrenos em área urbana consolidada investirem no município e, assim, aumentar a taxa de ocupação de 60 para 80%”.
Segundo Denicoli, hoje o limite máximo são de 12 pavimentos, como em Morada de Laranjeiras. A ideia é que não exista mais essa determinação. Apenas nas regiões da orla municipal e do cone do Aeroporto que teriam a altura dos prédios limitadas.
Outra medida prevista no Plano Diretor é a presença de prédios sem afastamentos em áreas onde não haverá ampliação do sistema viário. Segundo o secretário, o trecho do bairro Boa Vista até Colina de Laranjeiras viraria uma grande avenida, inspirada na Avenida Paulista.
“A Serra deve alcançar a marca de um milhão de habitantes em até 20 anos. Precisamos que haja verticalização total, com prédios sem afastamentos e no limite da calçada, abaixo dos prédios, tenham espaço para área comercial. No trecho de Boa Vista até Colina de Laranjeiras, queremos um calçadão de cinco metros, ciclovia segura e prédios grandes na região”.
O novo PDM também fomentaria empreendimentos mistos, como áreas residenciais com espaço para comércios e lazer, por exemplo, além de novos residenciais em regiões industriais.
“Queremos que a pessoa tenha todas as suas necessidades sanadas, como ir ao trabalho ou ao supermercado, sem precisar ir muito longe de sua casa”.
O vice-presidente da Associação Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Alexandre Schubert, afirma que a expectativa para o novo PDM é alta. “Estimularia a atividade imobiliária, aproveitando melhor os terrenos e atendendo a sociedade de uma maneira mais positiva”.
Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/ES), Douglas Vaz, acredita que o novo PDM traria mais segurança jurídica.
“Um PDM mais enxuto não cria dúvidas na interpretação. Esperamos que a cidade cresça na mesma velocidade que se aumentam as demandas dos cidadãos”.