
Pedro foi resgatado e recebeu alta hospitalar na última sexta-feira (6). A mulher de Eric, a dona de casa Rosângela Maria Rosa, 55, declarou que vai pedir autorização da Capitania dos Portos para que o sobrevivente possa acompanhar as buscas e identificar o ponto exato onde a embarcação afundou.
“O Pedro se ofereceu para participar das buscas e acredito que seja muito importante. Ele pode identificar o ponto exato onde o rebocador afundou. Precisamos ter certeza de que o meu marido não está dentro do rebocador. Até hoje tivemos a informação de vestígios do rebocador em Anchieta, mas a embarcação não foi localizada ainda. Sumiu no fundo do mar”, disse a mulher de Eric.
O final de semana foi de buscas por terra também. A família de Eric seguiu para as praias do Sul do Estado, para conversar com os pescadores de Guarapari e Anchieta.
“Conversamos com os pescadores para encontrarmos pistas do rebocador que desapareceu e saber se viram algum vestígio do Eric. Não tivemos muitas informações. Andamos pelas praias de Anchieta durante o sábado (7), mas não encontramos nada. Temos muitas esperanças de encontrá-lo com vida. Só Deus sabe o que estamos passando”, completou Rosângela.
O desaparecimento do marítimo completou uma semana no domingo (8). No mesmo rebocador em que ele estava havia dois tripulantes, que foram resgatados com vida no dia 2.
Os dois ficaram internados no Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, após serem resgatados debilitados.
A Marinha do Brasil permanece com suas equipes de buscas e salvamento ao tripulante desaparecido. Foi instaurado o Inquérito Administrativo sobre Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as circunstâncias do acidente.