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Socorro rápido evita mais de mil mortes todo mês

O tempo de socorro para algumas doenças pode significar a vida ou a morte de muitas pessoas. Por ano, 17.200 pacientes, em média, conseguem ...

Alex Oliveira, de 47 anos, sofreu um derrame cerebral no último feriado. Em 15 minutos, ele já estava no hospital

Última atualização

O tempo de socorro para algumas doenças pode significar a vida ou a morte de muitas pessoas. Por ano, 17.200 pacientes, em média, conseguem atendimento rápido e sobrevivem a enfermidades no Estado.

Levantamento feito junto à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e a hospitais particulares indica que, por mês, 1.430 pessoas, em média, escapam da morte no Espírito Santo graças à agilidade no socorro para doenças como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame, além de hemorragias, intoxicações, picada de animais venenosos, entre outras.

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Só o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192) foi responsável por 1.470 atendimentos de AVC no ano passado. Os médicos afirmam que a primeira hora, desde a apresentação dos sintomas iniciais, é fundamental.

“As doenças que mais matam são as cardiovasculares, como infarto e AVC. O infarto é tratável, mas tem alto grau de mortalidade, que está diretamente relacionado ao tempo de socorro”, diz o cardiologista Gil Gonçalves, da Unimed Sul.

Ele explica que o ideal é que o paciente com suspeita de infarto esteja dentro do hospital em menos de uma hora depois que começa a apresentar os primeiros sintomas.

Segundo Vinícius Fraga Mauro, cardiologista intervencionista e vice-presidente da Sociedade Espírito-Santense de Cardiologia, as complicações acontecem geralmente na primeira hora.

O AVC, doença que matou o ator Tom Veiga, intérprete do personagem Louro José, também exige agilidade no atendimento, como ocorreu com o programador Alex Souza Oliveira, de 47 anos, no feriado do último dia 2.

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A neurologista Élida Bassetti, do Hospital Estadual Central (HEC), explica que os sintomas do derrame cerebral têm início súbito.

“Nos últimos meses, temos uma média de seis pacientes por dia com suspeita de AVC em nosso atendimento. No caso do AVC isquêmico, quando uma artéria no cérebro é obstruída, e que é o mais comum, um dos tratamentos tem de ser feito em até 4h30 do início dos sintomas”.
Já no caso de hemorragias e traumatismo cranioencefálico, o ideal é o socorro acontecer em até quatro horas, segundo o neurocirurgião Guilherme Rossoni.

“É quando o paciente possui a melhor chance de ter um desfecho neurológico com reversão dos débitos. Depois deste tempo, a chance é praticamente nula, com lesões irreversíveis já definidas”.

Alex  Oliveira, de 47 anos, sofreu um derrame cerebral no último feriado. Em 15 minutos, ele já estava no hospital (Foto: Kadidja Fernandes/AT)


Entrevista –  Alex Souza Oliveira programador: “Atendimento foi veloz. Não tive nenhuma sequela”


O programador Alex Souza Oliveira, 47 anos, teve um feriado em assustador no último dia 2. Mas, graças a sua rapidez em reconhecer os sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC) e à agilidade para ser levado ao hospital, o desfecho da história foi feliz.

A Tribuna – Como foi o socorro? Quanto tempo durou?

Alex Oliveira – Eram 9 horas. Tinha acabado de tomar café da manhã e comecei a sentir um enjoo muito forte e tonteira. Depois, a língua adormeceu, o rosto do lado esquerdo. A minha mão se recolheu, não sentia minhas costelas e nem minha perna.

Já tinha lido sobre o assunto, e percebi que era um AVC. Só tive tempo de falar com minha esposa para chamar um carro porque estava tendo um AVC. A vizinha ajudou e, com 15 minutos, estava no Hospital Antônio Bezerra de Faria. O médico acionou o Samu e fui transferido para o Hospital Central.

E como foi o tratamento?

Chegando ao hospital, a equipe já estava esperando, o atendimento foi veloz. Tive alta no último dia 7, sem nenhuma sequela. No dia seguinte, a voz já tinha voltado e os movimentos também.


Saiba mais


Tempo de socorro para algumas doenças

Infarto do miocárdio

  • O ideal é que o paciente seja atendido o mais rápido possível, até uma hora depois da apresentação dos primeiros sintomas, como dor forte no peito, sudorese e outros. O protocolo indicado é que o paciente seja avaliado por um médico e inicie o tratamento em até 90 minutos.

AVC (derrame cerebral)

  • O paciente com AVC tem que ser avaliado e submetido a tratamento pela equipe médica em até 4h30. Quanto mais rápido o atendimento, menores as sequelas e mais chance de sobrevida. Depois desse tempo, o tratamento pode não ser mais indicado.

Picada de escorpião ou cobra

  • O atendimento tem sempre que ser feito em hospital e o ideal é chegar em menos de 30 minutos. Em alguns casos, é preciso internação; e em outros, soro.

Intoxicação por medicamentos

  • O paciente tem de chegar na primeira hora de exposição para fazer medidas de descontaminação da substância. Depois desse período, o remédio entra no organismo e vai para a corrente sanguínea. O socorro rápido ajuda a impedir que esse medicamento seja absorvido pelo organismo.

Fonte: Especialistas consultados.

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