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VIDA SAUDÁVEL

Sono é tão importante quanto malhar, diz estudo

Novo estudo revelou que uma boa noite de sono é tão importante quanto malhação e dieta para reduzir a gordura visceral

Última atualização

A receita para uma vida saudável vai além de uma alimentação balanceada e exercícios físicos regulares. Uma pesquisa americana apontou que a má qualidade do sono também está associada ao  aumento de riscos do desenvolvimento de doenças. 

Pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, descobriram que a falta de um sono adequado provoca  aumento de 9% na área total da gordura abdominal e de 11% na gordura visceral.  Os resultados foram publicados na revista científica Journal of the American College of Cardiology.

“O estudo sugere que o sono inadequado é um gatilho previamente não reconhecido para a deposição de gordura visceral”, afirmou o professor de Medicina Cardiovascular da Mayo Clinic Virend Somers, um dos autores da pesquisa. 

A longo prazo, segundo ele, as  descobertas sugerem que o sono inadequado contribui para  epidemias de obesidade, doenças cardiovasculares e metabólicas. 

De acordo com o estudo, o costume de   dormir menos tem crescido, especialmente devido a turnos de trabalho, aparelhos eletrônicos e redes sociais na rotina noturna. 

O nutrólogo, cirurgião, especialista em obesidade e professor  de Nutrologia do Hospital  Albert Einstein,  Roger Bongestab,  reforçou que a qualidade do sono é tão importante como a boa alimentação e a prática de exercícios. 

“Dormir não é um privilégio. Dormir é uma necessidade fisiológica. Precisamos do sono para  estar com o organismo plenamente funcionando”, afirma.

A especialista  em Medicina do Sono Jessica Polese explicou que o “dormir mal” hoje já está bem associado  com o ganho de peso e com  a obesidade. “Há  relação com a produção de hormônios de estresse,  que provocam  aumento de apetite e do acúmulo de gordura. Também há  tendência de desenvolvimento de  diabetes”. 

A otorrinolaringologista especialista em Medina do Sono Zuleika Barbosa enfatizou que um sono de qualidade é aquele em a pessoa dorme e, no dia seguinte, está bem disposta e produtiva. 

“É aquela pessoa que deita, não demora muito mais que meia hora para iniciar o sono. E que,  mesmo que  acorde  algumas vezes,  ela consegue  voltar a dormir com facilidade, acordando no outro dia descansada. O tempo de sono  não deve ser inferior a seis horas”.

Sono em dia

 













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Para a influenciadora digital Rowenna Coimbra, de 27 anos, uma boa  noite  de sono sempre  foi essencial para  passar bem o dia. 

Mesmo com a prática de exercícios regulares e uma boa alimentação, ela   não abre mão de dormir, pelo menos, entre seis e oito horas.

“Quando dormimos bem, descansamos  a mente e o corpo. Fico mais disposta. No meu caso, como preciso acordar às 6h20 para trabalhar, procuro dormir às 22h ou 22h30”.

Na rotina, ela acrescentou que procura deixar o quarto mais escuro e parar  de mexer um pouco no celular um pouco antes de dormir, pois  sabe que  atrapalha o sono também.

Dormir mal também tem custo alto para saúde mental

Além de aumentar o risco de doenças, como as cardiovasculares e até diabetes, os prejuízos causados pela falta de um sono de qualidade também é grande na saúde mental. 

O psicólogo Filipe Colombini, diretor da Equipe AT, que reúne mais de 60 profissionais  na modalidade de acompanhamento terapêutico fora de consultórios, explicou que o custo emocional da falta de sono é grande. 

Tanto a curto prazo, quanto a  longo prazo, ele pontuou que  noites mal dormidas trazem prejuízos em muitas funções mentais, a depender de cada pessoa. 

“A fadiga e o  cansaço potencializam a falta de atenção,  de concentração e queda no desempenho, podendo causar até mesmo acidentes. Além disso, prejudicam as relações, seja  com filhos, com pais, com pares, amigos e no trabalho”.

Ele conta que essa má qualidade no sono também incide  em alguns  sintomas psicológicos, como aumento da sensibilidade, de tristeza e de irritabilidade.

“Essa pessoa se torna  mais propícia ao  aparecimento de quadros relacionados a transtornos de ansiedade e depressão. Há  uma grande cascata desencadeada pela má qualidade do sono,   que ainda inclui comportamentos impulsivos,  como o aumento do abuso de álcool e de substâncias e medicamentos”.

Colombini frisou que  diversas pesquisas e publicações correlacionam  distúrbios do sono com transtornos mentais. “Dormir bem é algo que, muitas vezes, é desconsiderado pelas pessoas no dia a dia,  mas é de extrema importância discutir medidas e estratégicas  para a  melhora e higiene  do sono”.

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