A Fundação Pro-Tamar no Espírito Santo divulgou os resultados da temporada 2018-2019 de desova das tartarugas marinhas no Estado. De acordo com a oceanógrafa e coordenadora Regional do Projeto Tamar-ES, Ana Cláudia Marcondes, a temporada, que começou em setembro de 2018, e foi até o final do mês de março, terminou com um crescimento de 20% no registro e proteção de ninhos, o que representou a soltura de 140 mil filhotes no mar.
Uma das espécies que se destacou quanto ao aumento de ninhos nas praias do Estado, principalmente nas imediações da foz do Rio Doce, litoral de Linhares, no Norte do Estado, foi a tartaruga Cabeçuda (Caretta caretta).
“Desse total, 90% das desovas foram da espécie Cabeçuda, uma média acima do esperado. Outro dado importante é que registramos, aproximadamente,100 ninhos da espécie Tartauga de Couro ou Tartaruga Gigante (Dermochelys coriacea), a mais ameaçada de extinção e que tem no Estado, principalmente na foz do Rio Doce, o único local de desova regular dessa espécie no Brasil”, comentou.
Novidade
Segundo a coordenadora regional, a novidade da atual temporada foi o encontro, registrado por uma equipe do Tamar, de uma fêmea da espécie Cabeçuda – marcada com anilhas metálicas de identificação em 26 de novembro de 1982 – e que, pela primeira vez, retornou à praia de Povoação, em Linhares, para desovar. “Essa tartaruga foi encontrada desovando, no último dia 2 de dezembro. São exatos 36 anos. Isso não existe registro no mundo”, comemora a oceanógrafa.
Ela anuncou ainda que os dados da temporada reprodutiva 2018-2019 serão divulgados, oficialmente, no domingo (16), na sede do Tamar, na Praça do Papa, em Vitória, data em que se comemora o Dia Internacional da Tartaruga Marinha, uma homenagem a Archie Carr, biólogo, pesquisador da natureza e considerado o maior estudioso dessa especie de animal.
Ele nasceu em 16 de junho de 1910, e ficou conhecido como “o pai das tartarugas marinhas no mundo”
