Uma reunião na próxima semana pode ser o primeiro passo para a criação da Cidade do Samba, em Vitória. O projeto para construir o espaço, que será cedido a Liga Independente das Escolas de Samba do Grupo Especial (Liesge) para que as agremiações possam produzir suas alegorias, tem como opções de local uma área no terreno do Tancredão e outra no Teatro Carmélia.
O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV), Leonardo Krohling, informou que vai discutir esse projeto com o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, na tarde da próxima quinta-feira (12).

O diretor-presidente da CDTIV explicou que, no caso do Carmélia, seria necessária uma concessão do Governo Federal, por meio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), para que o local recebesse a Cidade do Samba, uma vez que se tarat de área federal.
Segundo ele, o Carnaval de Vitória é responsável pela criação de 4 mil empregos diretos e cerca de 3 mil voluntários também participam da confecções de fantasias e alegorias nos barracões e até mesmo em casa.
No Carnaval de Vitória, participam dos desfiles agremiações que são de Vila Velha, Cariacica e Serra, além de escolas de bairros da capital. Levar os carros alegóricos para a região do Sambão do Povo e retirá-los de lá, após o evento, gera alguns transtornos para as escolas e para a cidade.
Foi com base na proximidade em acessar a passarela do samba capixaba pelo Tancredão que o presidente da Liesge, Edvaldo Teixeira, afirmou que pretende protocolar um ofício na prefeitura da capital na tarde desta quinta (5), solicitando a criação da Cidade do Samba no local.
“A gente imagina um espaço igual ao do Rio de Janeiro para as escolas fazerem seus carros e, depois, colocá-los lá para a gente não ter problema igual temos hoje”, explicou ele.
