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Tecnologia para avaliar asfalto

O motorista trafega pela rodovia e percebe se ela tem buracos, oscilações por falhas na cobertura asfáltica ou se a viagem fica desconfortável pelo ...

Barra com feixes de raio laser faz uma varredura na rodovia para identificar irregularidades

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Barra com feixes de raio laser faz uma varredura na rodovia para identificar irregularidades (Foto: Divulgação)O motorista trafega pela rodovia e percebe se ela tem buracos, oscilações por falhas na cobertura asfáltica ou se a viagem fica desconfortável pelo intenso “sacolejar”.

A percepção e o conforto de quem trafega por uma via são, obviamente, formas de avaliar a qualidade do trecho. Do ponto de vista técnico, no entanto, esse olhar conta com o auxílio da tecnologia.

Laser, câmeras de vídeo, sensores de temperatura e GPS se unem em equipamentos especializados que permitem a avaliação de atributos como regularidade, resistência, rugosidade, entre outros pontos, construindo um “mapa” completo da situação de uma via ponto a ponto, servindo de base para indicar a necessidade de intervenções.

Engenheiro e diretor-presidente da Rodosol, Geraldo Dadalto explica que, no caso da concessão do Sistema Rodovia do Sol, os testes são feitos levando em conta periodicidade e parâmetros técnicos estabelecidos no contrato.

“Os levantamentos fornecem os indicadores que demonstram quando a conserva especial é necessária”, explica Dadalto.

São três diferentes tipos de avaliação nos 67,5 quilômetros da rodovia, de cinco em cinco metros, por faixa, garantindo precisão e assertividade aos resultados.

“O trabalho é feito por uma empresa que tem os maiores especialistas do País em pavimentos. Eles realizam os levantamentos e, depois das análises feitas, entregam relatórios completos que permitem planejar as intervenções na via, atendendo aos parâmetros internacionais de conforto e segurança”, acrescenta.

Um dos levantamentos é o Índice de Rugosidade Internacional (IRI), uma análise que utiliza uma espécie de van equipada com uma barra com feixes de raio laser que fazem uma varredura e identificam a irregularidade da pista ponto a ponto, tendo como objetivo recuperar o nível de conforto do pavimento, quando não for atingido o padrão internacional que preconiza um IRI de 2,7m/km, ou seja, uma oscilação vertical de até três metros por quilômetro de via.

Outro teste é o levantamento deflectométrico, executado com o equipamento FWD (Falling Weight Deflectometer), feito para medir as deflexões do pavimento, ou seja, a resistência do pavimento à passagem de carga.

Reparos no pavimento: obras são realizadas em etapas, após avaliação (Foto: Divulgação)

“Diagnóstico para garantir a dosagem do remédio”

Os trabalhos de diagnóstico do asfalto garantem dados precisos e confiáveis e fornecem às empresas gestoras de rodovias condições de manter a qualidade do pavimento, acompanhando possíveis desgastes e realizando, quando necessário, ações corretivas. E o usuário ganha em conforto e segurança.

Paulo Gontijo, um dos maiores especialistas do assunto no País, afirma que “os levantamentos trazem o diagnóstico e uma possível solução corretiva é concebida permitindo definir com assertividade a dosagem e a eficácia do remédio”.

Com o estado de saúde do pavimento detectado, pode-se pensar em soluções particularizadas, levando em conta a expectativa de tráfego futuro. Ou seja, além de corretivo, pode ser preventivo.

Este ano, na Rodovia do Sol, segundo o engenheiro e diretor-presidente da Rodosol, Geraldo Dadalto, alguns reparos têm sido realizados dentro do programa de conserva especial. “Começamos realizando reparos ponto a ponto, com foco na melhoria das condições de conforto e segurança para o usuário”, contou.

As obras são realizadas em etapas. Na primeira, há um trabalho que corrige pontos que precisam de reparo. Depois, começa a fase de nivelamento do pavimento. A terceira prevê o microrrevestimento asfáltico. Na conclusão é implantada a nova sinalização.

Fluxo interfere nas condições da via

Trecho da Rodovia do Sol: via tem circulação média diária de 12 mil veículos (Foto: Divulgação)O fluxo de uma determinada rodovia e os tipos de veículo que circulam também são fatores que têm relação direta com a “vida útil” do pavimento e a necessidade de reparos e intervenções.

“Quanto mais carros circularem e quanto mais pesados forem esses veículos, maior será o desgaste nas trilhas de rodagem (onde há o atrito entre pneus e asfalto). Além disso, o peso e a carga dos veículos também terão impacto sobre o pavimento”, explica Geraldo Dadalto, engenheiro e diretor-presidente da Rodosol.

Ele exemplifica utilizando como referência os 67,5 quilômetros da Rodovia do Sol sob concessão da empresa.

“Temos um tráfego pequeno de caminhões e veículos pesados. Circulam pela rodovia mais carros de passeio. Além disso, a expectativa de fluxo quando a Rodosol assumiu a concessão era de 21 mil veículos/dia em 2019. Na verdade, o número hoje é de 12 mil veículos/dia”, informa.

O serviço de conserva especial é um trabalho que sempre foi feito ao longo dos anos de concessão e que corrige avarias antes que se tornem perceptíveis ao motorista.

“Nosso papel é zelar para preservar e melhorar as condições de conforto e segurança que, nesses quase 21 anos de concessão, nunca ficaram comprometidas. Ao contrário, os testes confirmam a qualidade estrutural do pavimento e nos permitem antecipar reparos, atuando de forma preventiva”, explica Geraldo Dadalto.

 (Foto: Jornal A Tribuna)
 

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