- Vitória, ES 31°C

Vitória 31°C

Anúncio
Cidades

Tem um dinossauro na sala!

Tigre, pônei, urso panda, crocodilo e até dinossauro estão podendo aparecer dentro da sala de estar. Mas, todos de forma virtual, por meio de um ...

Tecnologia 3D amplia a realidade virtual e traz animais para dentro de casa, como um dinossauro, para diversão de Larissa Biazatti e dos filhos Heitor e Valentina.

Última atualização

Tigre, pônei, urso panda, crocodilo e até dinossauro estão podendo aparecer dentro da sala de estar. Mas, todos de forma virtual, por meio de um recurso da Google chamado Google 3D Animals.

Ele vem fazendo sucesso entre as famílias, já que permite “trazer” os animais para dentro de casa para entreter as crianças.

O recurso utiliza uma tecnologia chamada de Realidade Aumentada (RA), que pega um objeto virtual, nesse caso, os animais, e coloca-os no mundo real.

A empresária Larissa Biazatti, 36 anos, conta que seus filhos Heitor, de 11 anos, e Valentina, de 6 anos, estão adorando a ferramenta. Eles já projetaram cachorro, pônei, coelho, dinossauro e até porquinho da índia.

“A pequena finge que está dando comida para os animais, e já até projetou um coelho dentro do balde de pipoca. O mais velho olha mais por curiosidade. Ele gosta de ver como fica na edição o que aprendeu em algumas matérias”, contou Larissa.

Os empresários Leonardo Hosken, 40 anos, e Fernanda Zandonadi, 38 anos, também entraram nessa brincadeira com os filhos Fernando, 7 anos, e Lara, 4 anos. Leonardo contou que eles colocam um animal selvagem dentro da sala e ficam em êxtase.

“É uma forma de ter mais qualidade e entretenimento nesse período. O uso dessa tecnologia gera uma sensação de estar em um teatro ou cinema, de uma forma bem lúdica”, disse Leonardo.

Tecnologia 3D  amplia a realidade virtual e traz animais para dentro de casa, como um dinossauro, para diversão de Larissa Biazatti e dos filhos Heitor e Valentina. (Foto: Beto Morais/AT)

De acordo com o professor do Departamento de Informática da Ufes, Celso Alberto Saibel Santos, essa tecnologia existe desde 2019, mas, nos últimos dias, tem viralizado nas redes sociais do Brasil. Com ela, é possível projetar o animal nas proporções preferíveis.

“Imagina uma lente com vários filtros, como se fossem camadas. Na camada mais a fundo, você projeta a imagem da sua casa, que faz parte do mundo real. Na de cima, projeta-se o animal, que é um objeto virtual. É assim, basicamente, que funciona essa tecnologia”, explicou o professor.

Celso ressaltou também que, além da RA, existem outros dois tipos de conceitos tecnológicos que vêm sido usados por empresas: a Realidade Virtual (RV), em que é criada uma imagem em que todos os objetos da cena são virtuais, para isso, é preciso do uso de óculos ou outros aparelhos; e a Realidade Mista (RM), que mistura essas duas realidades, mesclando objetos reais e virtuais.

Outras funcionalidades da tecnologia extensiva

Para o coordenador da pós graduação de Transformação Digital da UVV, Sérgio Teixeira, as tecnologias extensivas podem ser aplicadas em áreas para além do entretenimento.

“A tendência é a tecnologia RV abranger também tour virtuais, como de hotéis, restaurantes e outros tipos de estabelecimentos. O recurso RA também pode ser usado pelo turismo e por lojas de varejo, para que as pessoas possam ver como sapatos e roupas ficam nelas, sem ter necessidade de provar”, pontuou Sérgio.

De acordo com o professor Celso, há também empresas, como uma mineradora do Estado, que usam o sistema RV para simular o funcionamento da máquina de um trem, para treinamento dos funcionários.

Privacidade

Ao utilizar a ferramenta, ela permite acesso ao microfone e à câmera do dispositivo. Consultando os dois especialistas da área sobre a privacidade, ambos afirmaram que não dá para ter total certeza sobre a segurança, tratando-se de aplicativos e sites, no geral, que disponham desse acesso.

“Para ter a sensação de realidade aumentada, o aplicativo precisa ter acesso à filmagem. Mas, no futuro, pode haver uma brecha ou uma vulnerabilidade na aplicação que impacte na segurança”, explicou o coordenador Sérgio.

Para o professor Celso, esse tipo de tecnologia certamente poderá trazer algum problema para a privacidade. “Com o acesso, por mais que o serviço afirme que não vasculhará os dados pessoais, ele poderá ter acesso às filmagens do espaço e às características dos rostos que aparecem, por exemplo. Inevitavelmente, quando você abre espaço, está permitindo acesso para alguém que não conhece”, pontuou.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.