Emocionando fiéis, o terço gigante foi colocado entre as duas palmeiras no Campinho do Convento da Penha, neste sábado (20). Alguns visitantes que participavam do momento, após enfrentar doenças, como o câncer, choravam de gratidão por estarem vivos e curados.
O símbolo religioso confeccionado para a Festa da Penha deste ano mede cerca de 20 metros e pesa 50 quilos. Além de espuma sintética e isopor, foram utilizadas 5 mil pérolas artificiais e 200 metros de fita de led para decorá-lo.
No meio da cruz, um quadro a óleo sobre tela, com a imagem de Nossa Senhora da Penha, chama a atenção. A pintura é da artista Inis Bruneli.
O idealizador do terço é o médico Osmar Salles. Ele explicou que parte do símbolo utilizado em 2017 foi reaproveitada e que para confeccionar as alterações 20 pessoas trabalharam por cerca de 20 dias. “Ele ganhou peças brancas e rosas que caracterizam o manto de Nossa Senhora da Penha. É um trabalho que envolve o coração e a dedicação das pessoas”.
Para o guardião do Convento, Frei Paulo Roberto Pereira, a Festa da Penha começa com a colocação do terço. “O terço traz beleza, arte e leveza. A gente quer que a Festa da Penha resgate em nós a simplicidade, a beleza das coisas simples”.
Ele enfatizou que Festa da Penha nasce a partir da devoção do terço, da repetição da Ave-Maria recordando os mistérios de Jesus Cristo.
A funcionária pública Danielle Merisio, de 44 anos, se emocionou no momento da colocação do terço. “Tive um tumor na cabeça, com risco de vida. A fé me ajudou e hoje estou curada. Este é um momento de muita gratidão”, destacou.
A fisioterapeuta Denise Franco, de 49 anos, também não conseguiu conter as lágrimas durante o evento. “Enfrentei o câncer. Retirei parte da mama e passei pelo processo de reconstrução. Estou curada e estar aqui significa muito para mim”.
Enquanto as duas observavam o terço, a funcionária pública Giulina Calmon Faria, de 43 anos, admirava as duas amigas. Ela se emocionou ao ver as amigas, que passaram por doenças difíceis, participando desse momento e demonstrando gratidão. “É emocionante”, destacou secando as lágrimas do seu rosto.
A analista de RH Sulamita de Oliveira Estevam foi ao Convento da Penha pela primeira vez neste sábado e contou que gostou muito do que viu. “É um trabalho muito caprichoso. Ficou maravilhoso”, avaliou.

