Com a interdição do Terminal de Itaparica, em Vila Velha, um professor de Geografia decidiu fazer um longo trajeto. Eduardo Vieira de Castro, de 45 anos, comprou uma bicicleta gigante, cujo cilindro tem 1,70 metro, em novembro e, desde então, passou a usá-la para chegar a três das cinco escolas em que trabalha.
Mas, a partir de semana que vem, ele terá de pedalar cerca de 70 quilômetros a mais para dar aulas nas outras duas escolas, que são mais longe da sua casa.
“Decidi fazer isso, porque esta semana cheguei meia hora atrasado e meus alunos perderam mais da metade das aulas. Moro em Santa Inês, Vila Velha, e dias de segunda e terça-feira, dou aula de manhã na escola municipal Nair Dias, no bairro Ponta da Fruta, em Vila Velha, e de tarde, na escola municipal Ângelo Zani, em Mucuri, Cariacica.”
Ele contou que o terminal era um atalho para ele e muitos outros usuários. “Eu gastava uma hora para chegar de manhã na escola. Essa semana, gastei 1h40. De bicicleta, eu chego com uma hora. Para chegar até a segunda escola, vou demorar um pouco mais. Nos outros dias da semana, eu já uso a bicicleta, pois as escolas são mais perto, nos bairros São Francisco, Santana e Porto de Santana, em Cariacica.”
De casa até a primeira escola, são cerca de 24 quilômetros. De lá até a segunda escola, serão mais aproximadamente 30 quilômetros. E da segunda escola até sua casa, cerca de 16 quilômetros.
A reportagem completa você lê na edição deste sábado (28) do jornal A Tribuna.
