O teste antidrogas vai ser exigido a partir de julho para condutores habilitados nas categorias C, D e E no Estado.
Segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES), o número exato de motoristas que estão irregulares é 110.213 mil. Esse dado representa o acumulado de 2016 até este ano.

A intenção era evitar aglomerações na pandemia e a falta de insumos para a realização do teste.
Agora, na opinião do diretor de Habilitação, Veículos e Fiscalização do Detran-ES, Marcus Perozini, a obrigação de realizar os testes até julho acende uma luz amarela.
“É um alerta para que eles busquem a regularização. Eles podem sofrer alguma sanção numa fiscalização”, destacou.
O motorista Valtair Rosa Barbosa, de 44 anos, se antecipou e foi na tarde de ontem realizar o exame. “Eu acho correto, tem de ter a lei e punição para evitar uso de substâncias ilícitas”, diz o condutor que trabalha dirigindo carretas há 15 anos.
De acordo com as novas regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que estão valendo desde o mês passado, quem for flagrado com o exame toxicológico vencido por mais de 30 dias pode ser multado e ter a carteira suspensa.
Perozini explica: “A alteração possibilitou que o condutor fosse obrigado a realizar o exame a cada dois anos e meio. Não sendo realizado, este condutor pode ser flagrado numa fiscalização e responder por essa infração, que tem a penalidade de R$ 1.467,35 e três meses de suspensão da carteira”.
Apesar da punição, a medida, ainda segundo Marcus Perozini, tem um caráter preventivo. “Ela pode fazer com que as pessoas se atentem à observação de manter seu exame em dia e coibir o uso de substâncias ilícitas por parte dos condutores dessa categoria”, diz.
O especialista em Direito de Trânsito Paulo André Cirin vai além. “O exame foi instituído para dar segurança à população e permite que o governo tenha um controle maior sobre os motoristas que atuam com veículos mais pesados que cortam as rodovias e estradas do nosso País”, opinou.
Enquanto isso, os laboratórios do Estado credenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) se preparam para um movimento maior nos próximos dias.
É o que afirma o flebotomista, profissional responsável pela coleta do sangue de pacientes, Renato Rúbia, de 46 anos. Ele trabalha em um laboratório cadastrado pelo Denatran, localizado no bairro Laranjeiras, na Serra.
“O movimento ultimamente tem sido razoável. Quando saiu essa nova lei, a gente estava tendo de 40 a 50 exames por dia. Agora, fazemos cerca de 20 por dia. Tenho certeza que a tendência é aumentar de novo”, prevê ele.
