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DECISÃO DA JUSTIÇA

TJPE concede prisão domiciliar ao vereador de Ipojuca, Flávio do Cartório

Investigado por desvio de R$ 12 milhões em emendas, parlamentar usará tornozeleira eletrônica e segue afastado das funções públicas

TJPE concede prisão domiciliar ao vereador de Ipojuca, Flávio do Cartório
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Rafael Araujo

Rafael Araújo é formado em jornalismo pela Uninassau Recife. Atua como repórter e colunista de esportes no portal Tribuna Online. É também produtor do Jogo Aberto Pernambuco da Tv Tribuna PE / Band.

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O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) concedeu prisão domiciliar ao vereador Flávio do Cartório (PSD), ex-presidente da Câmara de Ipojuca, que fica na Região Metropolitana do Recife. Para manter o benefício, o parlamentar deverá utilizar tornozeleira eletrônica e está terminantemente proibido de frequentar a Câmara Municipal, a Prefeitura e o Instituto Filhos de Ipojuca, além de não poder manter contato com outros investigados.

Esquema de Emendas Parlamentares

Flávio é um dos alvos da Operação Alvitre, que investiga o desvio de R$ 39 milhões em recursos públicos. Segundo a Polícia Civil, o vereador seria o dono oculto do Instituto Filhos de Ipojuca, entidade que recebeu R$ 12 milhões em emendas parlamentares nos últimos três anos, mesmo sem possuir capacidade técnica para realizar os serviços contratados.

Flagrante e Suspeita de “Rachadinha”

A prisão preventiva do vereador ocorreu após um flagrante em novembro de 2025, no qual ele e o vereador Professor Eduardo (PSD) foram encontrados com R$ 17 mil em espécie, em um supermercado na Zona Sul do Recife. A polícia também apreendeu anotações que indicavam um controle mensal de “rachadinha”. Embora tenha recebido liberdade provisória por este fato, Flávio permanecia preso devido ao mandado expedido pela Operação Alvitre.

Desdobramentos da Operação Alvitre

A investigação aponta que a associação controlada pelo vereador subcontratava outras entidades para viabilizar o repasse das verbas. Até o momento, a Polícia Civil já cumpriu 10 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão, focando no rastreio do montante milionário destinado ao Instituto de Gestão em Políticas Públicas do Nordeste (IGPN).

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