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Quantas histórias habitam uma banquinha de jornal? A banca de Mário Nogueira Fernandes, de 75 anos, localizada na Mata da Praia, em Vitória, vai completar, no próximo domingo, dia 15 de janeiro, 30 anos de tradição e muitas histórias.
Um dos atrativos da banca do Mário é a venda do jornal A Tribuna e de diversas revistas. Mário iniciou com a banca em janeiro de 1993. Ele tinha perdido o emprego em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, quando soube que o antigo proprietário estava vendendo a banca no Espírito Santo.
“Quando soube que a banca estava sendo vendida, eu a comprei e me mudei para cá. Era a primeira vez que trabalhava com a banca, e desde então não parei de vender revistas e jornais”, afirmou.
Transferência
De lá para cá, houve poucas mudanças na banca, e a principal delas é a transferência de localização, já que o estabelecimento mudou para uma quadra vizinha no mesmo bairro, devido às transformações urbanas.
Mário vende o jornal A Tribuna desde quando adquiriu a banca e conta que o dono anterior já vendia o jornal.
Ele afirma que o jornal é muito importante para ajudar a sustentar a banca.
Há 30 anos no local, a banca faz parte da vida dos capixabas. Mário compartilha histórias de quem já passou pelo local.
“Geralmente a banca lota quando o assunto é de interesse público, como as notícias de futebol, política ou a morte de alguma celebridade. Os clientes fazem até fila para comprar o jornal”, observa.
Mário conta que tem clientes de muitos anos em sua banca e sempre tira um tempinho para conversar sobre os acontecimentos do dia a dia com eles.
“Quando os fregueses não podem vir, eu entrego o jornal em casa ou na portaria do condomínio. Já tem uns que gostam de vir comprar o jornal aqui. Eles gostam de conversar um pouquinho”, comenta.
Mário finaliza dizendo que a banca é um espaço de convivência social e de interação de moradores e de seus clientes.
“A banca é um local de encontro entre as pessoas onde trocamos figurinhas em todos os sentidos. Sempre rola um papo sobre futebol, política, fofoca e o preço da gasolina. A banca é o lugar onde as pessoas compartilham as informações da cidade, um ponto de encontro”, afirmou o proprietário.