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Tragédia em Linhares: casal tem o sigilo telefônico quebrado pela Justiça

A Justiça quebrou o sigilo de dois números celulares utilizados pelo pastor George Alves. As conversas telefônicas, fotos, vídeos e até mesmo ...

Última atualização

A Justiça quebrou o sigilo de dois números celulares utilizados pelo pastor George Alves. As conversas telefônicas, fotos, vídeos e até mesmo mensagens trocadas pelo pastor através do aplicativo Whatsaspp serão analisadas pelos investigadores. A análise será feita do período de 16 a 25 de abril, datas antes e depois do incêndio que matou Joaquim, de 3 anos, e Kauã, de 6 anos, no último sábado (21), em Linhares. 

Quem também teve o sigilo telefônico quebrado é a pastora Juliana, mãe das crianças mortas e companheira de George. O período de análise será o mesmo do marido: 16 a 25 de abril. Contudo, ao contrário do pastor, a Justiça não autorizou que os investigadores tenham acesso a fotos, vídeos e demais arquivos que estejam armazenados no telefone celular de Juliana. 

A decisão da quebra de sigilo foi dada pela juíza Patrícia Duarte. Ela também determinou que a manipulação dos arquivos extraídos dos equipamentos sejam manipulados apenas pelo delegado Romel Pio de Abreu Júnior, que está investigando o caso em Linhares.

Prisão

O pastor George Alves, preso na manhã deste sábado (28), em Linhares, no Norte do Estado, já está em Viana. Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), George chegou ao Centro de Detenção Provisória de Viana II no início da tarde após ter sido transferido da Penitenciária Regional de Linhares. 

George Alves foi preso uma semana após o incêndio que matou um filho e o enteado dele em Linhares. Ele é pai de Joaquim Alves Salles, de 3 anos, e padastro de Kauã Salles Burkovsky, de 6 anos, e era o único adulto na casa com as crianças no dia do incidente.

O pastor George foi preso na manhã deste sábado (28) em Linhares e depois transferido para Centro de Detenção Provisória de Viana II. Foto: Wilton Junior.

Segundo uma fonte da Polícia Civil, a prisão do pastor é temporária e tem prazo inicial de 30 dias. A mesma fonte afirmou que esse tipo de mandado de prisão costuma ser expedido quando existe a possibilidade de a pessoa atrapalhar as investigações.

Tragédia

Desde o dia do incêndio, George Alves contou que acordou, por volta das 3 da manhã do último sábado (21), com os gritos de socorro dos filhos, ouvidos pela babá eletrônica. George teria então tentado entrar no quarto, onde estavam as crianças, mas, ao entrar na porta, se deparou com as chamas consumindo o local.

Os irmãos morreram queimados e os corpos foram encontrados abraçados pela equipe da polícia.

Um dia após a morte das crianças, o pastor e sua esposa chegaram a participar de um culto na igreja evangélica que eles fazem parte da liderança. Nesta semana, no entanto, eles anunciaram o afastamento da igreja.

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