Uma equipe da Delegacia de Divisões Penais e Outras (Dipo) da 16ª Delegacia Regional de Linhares, no Norte do Estado, já esteve na casa em que os irmãos morreram, durante o incêndio.
O delegado titular da Dipo, Romel Pio de Abreu Júnior, confirmou, ontem, que a perícia técnica foi feita no local e que não prazo para a conclusão do inquérito.
O delegado destacou que, além da perícia, já determinou algumas diligências. “Não posso detalhar, nesse momento, novos dados sobre esse trabalho, até porque dependemos do laudo feito pelo Corpo de Bombeiros”, disse.
Ele contou que aguarda o laudo para depois intimar os pais das crianças, os pastores George Alves e Juliana Salles, para coletar mais informações sobre a tragédia.
“Temos que respeitar o luto da família, onde os pais ainda não conseguiram fazer o velório e o sepultamento dos filhos. Eles passam pela angústia da espera dos exames para identificação dos corpos, em Vitória”, justificou.
O delegado disse não haver necessidade, por enquanto, de chamar o dono do imóvel. “Não há essa necessidade, a não ser que o laudo pericial aponte que houve problemas na instalação elétrica, já que a casa era alugada pelo casal”.
DNA
Quinze dias foi o prazo estipulado pelo superintendente de polícia técnico-científica, delegado Danilo Bahiense para que o laudo dos exames de DNA fique pronto.
“Coletamos o material tanto do pai quanto da mãe, porque uma criança é filha do casal e outra é filha apenas da mãe. O material coletado é algum tecido. Não se tem dúvida de que se trata das crianças, mas o Estado tem o dever de identificar tecnicamente”, disse.
