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Transcol fica lotado sem ônibus municipal nas ruas de Vitória

A paralisação dos motoristas do transporte público de Vitória fez com que os ônibus do Transcol ficassem lotados, contrariando a determinação do ...

Ônibus da linha 518 do Transcol lotado passa pela rodovia Serafim Derenzi

Última atualização

A paralisação dos motoristas do transporte público de Vitória fez com que os ônibus do Transcol ficassem lotados, contrariando a determinação do governo do Estado para que os coletivos circulem somente com passageiros sentados.

Como o Transcol passou a ser a única opção na capital na quarta-feira (29), passageiros ignoraram a regra e se aglomeraram dentro dos ônibus. A reportagem de A Tribuna flagrou coletivos lotados em diversos locais da cidade, como o Centro e a rodovia Serafim Derenzi, em São Pedro e Santa Martha.

Os passageiros, no entanto, relataram que, antes mesmo da greve, algumas linhas já estavam lotadas. O secretário de Mobilidade e Infraestrutura do Estado (Semobi), Fábio Damasceno, disse que a fiscalização é feita em terminais, mas a conscientização das pessoas é o mais importante neste momento.

“Não podemos fiscalizar todos os lugares. Se está lotado, é falta de conscientização do passageiro. Se ele vê que o ônibus está lotado, é melhor esperar outro. Só conseguimos ter controle nos terminais. Nos pontos, é perigoso para o motorista ou cobrador controlar isso”, disse.

Ônibus da linha 518 do Transcol lotado passa pela rodovia Serafim Derenzi (Foto: Beto Morais/AT)Na quarta-feira, os ônibus de Vitória não circularam mesmo com a determinação judicial para que 60 dos 79 veículos voltassem às ruas. O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado (Setpes) voltou a acionar a Justiça, dessa vez pedindo uso de força policial para garantir a circulação.

O Setpes também pede aplicação de multa ao Sindicato dos Rodoviários (Sindirodoviários-ES) e abertura de inquérito para apurar o crime de desobediência.

A greve teve início na última quinta-feira (23) por conta do atraso no salário de 350 funcionários da Viação Tabuazeiro, uma das três que operam na capital. Os profissionais das outras duas aderiram depois que as empresas passaram a colocar ônibus extra para suprir as linhas.

A reportagem tentou contato com o presidente do Sindirodoviários-ES, José Carlos Sales, e outros diretores, mas não teve resposta.

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