
A pedido do jornal A Tribuna, o cardiologista Rhuam Castello acompanhou a equipe de reportagem pelas ruas da Grande Vitória para ver se o morador anda estressado e o resultado confirma: a correria do dia a dia está deixando muita gente nervosa.
O médico aferiu a pressão arterial de 10 pessoas que estavam dirigindo e também de quem aguardava a sua vez em uma fila e muitas delas apresentavam alterações. Esse foi o caso do aposentado Antônio José Alves, de 66 anos. Com a pressão arterial a 18 por 9 — o normal é 12 por 8, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia —, ele foi aconselhado pelo médico a procurar atendimento no posto de saúde mais próximo.
“A gente se estressa demais todos os dias, é fila, é trânsito, está muito complicado manter a calma. Você vê o pessoal brigando por tudo, acaba se preocupando e a pressão sobe”, justificou o aposentado.
O psicólogo Vinícius Grassi lembrou que o trânsito é uma das principais fontes de produção do estresse e que as sobrecargas emocionais diárias podem ser prejudiciais à saúde.
“A configuração do trânsito hoje causa estresse e ansiedade na população em geral, não só nos motoristas, mas nos passageiros, ciclistas e nos próprios pedestres. Como todo mundo está sempre correndo, sempre atrasado, ficar parado gera desconforto e traz uma angústia enorme”, explicou.
A doméstica Jorlinda Maria de Jesus, de 59 anos, contou que filas enormes a deixam muito irritada. “A gente fica na fila porque tem que pagar a conta, senão a luz é cortada. Só para você ter ideia, ainda não tomei café e estou perdendo um dia de trabalho por causa dessa fila. É muito estressante”, avaliou.
A pressão da dona Jorlinda estava normal, mas o médico Rhuam Castello alerta: a hipertensão é um inimigo silencioso e todo mundo precisa fazer checkup anual para se certificar de que está com a saúde em dia.
Leia a reportagem completa no jornal A Tribuna deste domingo.