A preocupação com o sorriso e a higiene da boca aumentou no Estado, se levado em consideração o crescente número de pessoas que passaram a procurar um plano de saúde odontológico. Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), nos últimos dois anos, houve recorde de adesão.
Entre junho de 2017 e maio deste ano, mais de 80 mil capixabas se tornaram beneficiários dos serviços odontológicos pagos mensalmente. Ao todo, já são 495.171.
Os valores variam por empresa, mas é possível encontrar planos com mensalidade de R$ 15.
Segundo a gerente comercial da Uniodonto Vitória, Karla Mariano, nos últimos oito anos, os planos odontológicos cresceram mais de 22% no Espírito Santo.
“O plano tem valor mais acessível que o atendimento particular. O Estado virou alvo das operadoras e o índice de crescimento aqui está à frente de outros estados”, disse.
Para a vice-presidente do Sindicato dos Odontologistas do Espírito Santo (Sinodonto-ES), Gina Duarte Vieira, o aumento se deve às ofertas. “A população está aderindo ao plano porque o valor é baixo. Mas as pessoas devem ficar atentas à qualidade do serviço oferecido”, alertou.
A presidente do Conselho Regional de Odontologia (CRO-ES), Luzimar Gomes de Oliveira Pinheiro, acredita que a oferta dos planos está alta devido ao número de profissionais no mercado.
“Temos constatado no Conselho um aumento de inscrições de empresas prestadoras de assistência odontológica. Isto pode ser devido à abertura de faculdades de Odontologia no Estado e País”.
Já o diretor administrativo da São Bernardo Saúde, Rômulo Costa, destaca que os planos têm atuação preventiva. “Com o plano, é possível fazer visitas regulares ao dentista e evitar que problemas bucais ocorram ou se agravem”.
Vantagens e consultas
A dentista Lygia Fialho, 41, atua na área há 19 anos. Ela oferece os serviços por meio do plano e destaca vantagens para os usuários. “Quando o paciente tem o plano, é mais fácil convencê-lo a realizar os tratamentos que precisam ser feitos, pois ele já tem direito àquela cobertura”.
Além de facilitar o início e a continuidade do procedimento bucal, ela contou que os planos odontológicos garantem que o paciente realize as consultas de rotina, consideradas ideais de seis em seis meses.
Já para os dentistas, os repasses variam, disse. “Há procedimentos em que o retorno financeiro é maior, e outros em que é menor”, revelou.
