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Cidades

Tricô vira apoio para mães com filhos na UTI

Projeto desenvolvido em hospital da Serra usa a atividade manual para acolher mulheres em um momento de ansiedade e incerteza

Tricô vira apoio para mães com filhos na UTI
- Participantes do projeto durante encontro que reúne quem já sabe tricotar e quem quer aprender a arte manual
Foto de perfil de Will Anholetti

Will Anholetti

Will Anholetti é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Língua Portuguesa e docência no Ensino Superior. Repórter multimídia, escreve para A Tribuna e Tribuna Online.

Última atualização


A espera pela recuperação de um filho internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) costuma ser marcada por ansiedade, insegurança e longos períodos dentro do hospital. Para tornar essa rotina mais acolhedora, o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, desenvolveu o projeto Tricotando com Elas, que oferece suporte emocional às mães por meio de oficinas de tricô.

A iniciativa, que atende mães que acompanham bebês prematuros internados na unidade, atende ainda gestantes de alto risco que precisam permanecer hospitalizadas.

Segundo a gerente do Setor de Acolhimento ao Cliente do hospital, Fabiana Colares, o projeto surgiu da necessidade de oferecer atividades que ajudassem as pacientes a enfrentar o período de internação.

“Nós entendemos que, psicologicamente, essas mães ficam mais afetadas pela ansiedade, pela espera da melhora do bebê ou pela própria espera durante a gestação. Por isso, buscamos oferecer atividades lúdicas e pedagógicas para tornar esse momento mais acolhedor e fortalecer os vínculos”, explica.

Os encontros acontecem uma vez por mês e reúnem mães que já dominam a técnica do tricô e outras que estão aprendendo. Em uma sala preparada especialmente para a atividade, com lanche e música ambiente, elas compartilham experiências enquanto confeccionam peças até para os próprios filhos.

“Quando você tricota, você conversa. Mostra o ponto, mostra o que fez, compartilha sua arte. Ao mesmo tempo, elas têm a oportunidade de produzir roupinhas para os próprios bebês, paninhos e toalhas”, destaca Fabiana.

Além do aprendizado, a atividade se transforma em uma ferramenta de acolhimento. “Estamos falando de mulheres que ficam meses dentro do hospital. Por isso, trabalhar a mente é tão importante. Os trabalhos manuais, lúdicos e pedagógicos fortalecem muito o cérebro e ajudam essas mães a conseguirem visualizar um futuro”, afirma.

O projeto também tem gerado impactos além do ambiente hospitalar. Algumas participantes continuam produzindo após aprenderem a técnica e chegam a vender ou presentear as peças confeccionadas.

Saiba Mais 

Bem-estar psicológico das participantes

O projeto

  • O Tricotando com Elas é uma iniciativa do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves voltado para o acolhimento de mães que acompanham a internação de bebês na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) e de gestantes de alto risco. O objetivo é oferecer suporte emocional no período marcado pela ansiedade.

Internação

  • Muitas mães atendidas pelo projeto permanecem no hospital por meses.
  • Gestantes de alto risco podem ficar internadas até o nascimento do bebê, enquanto mães de recém-nascidos prematuros também costumam acompanhar o tratamento dos filhos por longos períodos.

Apoio à saúde emocional

  • Além de ensinar uma atividade manual, o projeto busca contribuir para o bem-estar psicológico das participantes. Segundo a equipe do hospital, o tricô ajuda a ocupar a mente, reduzir a ansiedade e proporcionar momentos de distração em meio à rotina intensa de internação.


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