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Turistas descobrem novos points para rapel e trilhas

O Espírito Santo é um estado que conta com praias, montanhas, dunas e cachoeiras. O cenário é perfeito para quem quer desfrutar de belas paisagens e ...

Os irmãos Izabel Cristina e Antonio Augusto praticam rapel na Cachoeira do Palito, em Santa Leopoldina

Última atualização

O Espírito Santo é um estado que conta com praias, montanhas, dunas e cachoeiras. O cenário é perfeito para quem quer desfrutar de belas paisagens e praticar esportes de aventura.

Alguns desses lugares, como o Morro do Moreno, em Vila Velha, e o Mestre Álvaro, na Serra, já estão consolidados para quem quer aventura. Há, porém, turistas desbravadores, que estão descobrindo uma nova rota de locais para trilhas, rapel e ciclismo em território capixaba.

Morando há apenas três anos no Estado, a supervisora técnica mineira Izabel Cristina Martins Mariani, 20 anos, encontrou nas aventuras na natureza a oportunidade de conhecer melhor o Estado. Ela começou a praticar rapel no ano passado e se apaixonou. Recentemente, inseriu o irmão, o analista de vistorias Antonio Augusto César Martins Mariani, 27, na atividade.

“O que nos motiva é o contato com a natureza, que é algo que tenho apego, além da sensação de liberdade, autocontrole e superação. Moro aqui há três anos, então ainda não conhecia alguns lugares”, conta Izabel.

Os irmãos já têm planos para o próximo fim de semana. Eles irão praticar rapel em Alfredo Chaves.

Os irmãos Izabel Cristina e Antonio Augusto praticam rapel na Cachoeira do Palito, em  Santa Leopoldina (Foto: Sport Adventure/ Divulgação)

Outro local que vale a pena ser visitado, de acordo com o instrutor do Sport Adventure, Raphael Simora, é São Pedro Frio, na Serra da Cangalha, em Colatina.

“Lá tem uma cachoeira que só dá para acessar por meio do rapel. No mirante é possível fazer fotos
Para quem é amante de trilha, Raphael cita ainda o Cruzeiro Alto da Liberdade, em Marilândia. Porém, para chegar ao local é preciso resistência, já que, segundo ele, são 2.166 degraus. “Tem pessoas que gastam 50 minutos para subir, outras duas horas, tudo depende do preparo físico”, afirma.

A trilha da Pedra do Garrafão, em Santa Maria de Jetibá, apesar de pouco conhecida, tem atraído a atenção, segundo o guia de ecoturismo Téo Magesck, da agência Aves Voando Alto.

De acordo com Téo, o local é uma área de preservação ambiental, com possibilidade de contemplar a fauna e flora.

Roteiro da aventura

Rapel na Cachoeira do Palito

  • Em santa Leopoldina, o rapel é feito em meio à água, o que torna a experiência mais emocionante.

Trilha da Pedra do Garrafão

  • Em Santa Maria de Jetibá, o local é uma área de preservação ambiental, que possibilita contemplar a fauna e a flora.

Trilha do Cruzeiro de Alto Liberdade

  • A trilha, em Marilândia, é para quem gosta de desafios. Ela conta com uma subida com mais de dois mil degraus. Dependendo do preparo físico pode-se gastar de duas a quatro horas para subir e descer.

Rapel na Cachoeira da Vovó Lúcia

  • Localizado em Alfredo Chaves, Ainda não é um roteiro tão popular, mas já está atraindo turistas. O local é bem estruturado e tem uma bela paisagem.

Ciclismo em Ruínas de Queimado

  • Localizado na Serra, o lugar é conhecido, mas a reforma do espaço têm atraído mais turistas com o perfil de esportes de aventura. A região carrega muita história, pois é um local onde houve uma insurreição de escravos. É um roteiro histórico-cultural.

Trilha no Morro do Vilante

  • Na Serra, o local é mais conhecido entre moradores e pessoas que buscam rotas alternativas de trilhas na Grande Vitória.

Rapel na pedra do Frade e da Freira

  • O destino, na divisa de Cachoeiro de Itapemirim e Vargem Alta, já é bem conhecido entre os capixabas, mas ainda poucas pessoas sabem que é possível praticar rapel e subir no topo da pedra do Frade.

Trilha e rapel na Pedra do Vento

  • O destaque do passeio, em Domingos Martins, é um túnel que passa por dentro da pedra onde há um trilho de trem, que proporciona uma bela paisagem.

Parque Nacional do Caparaó

  • Uma das opções é o passeio de quadriciclo, que dura três horas, passando por duas cachoeiras, com parada para banho, estradas e propriedades rurais. O tour dá direito a um café especial. Custa R$ 200 no modelo automático e R$ 150 no manual.

Capela de Santa Luzia

  • A caminhada até o local, em Itarana, é um passeio tranquilo para quem busca apreciar uma bela paisagem.

Ciclismo Parque Estadual Paulo César Vinha

  • Em Setiba, Guarapari, no local é possível fazer ciclismo, trilhas e passeio de caiaque, agendado.

Rapel em São Pedro Frio

  • No local, localizado na Serra da Cangalha, em Colatina, é possível acessar a cachoeira por meio de rapel. No mirante, é possível fazer fotos.

Fonte: Especialistas entrevistados e pesquisa A Tribuna.

Emoção e desafio

Desde criança na natureza

A empreendedora Lia Menegaz (Foto: Acervo pessoal)A empreendedora Lia Menegaz, de 28 anos, é aventureira e desde a infância busca contato com a natureza para se divertir e ser feliz.

“Conheci muitos lugares no Espírito Santo durante meus passeios. Muitas pessoas quando vão viajar preferem sair do Estado, mas eu prefiro ficar por aqui”, destaca Lia.

O último passeio foi no fim de semana passado, na trilha da Pedra do Garrafão, em Santa Maria de Jetibá. Agora a jovem pretende visitar a Pedra do Cruzeiro, em Marilândia.

Apaixonada por esporte radical

A operadora industrial Daiane Souza (Foto: Lúcia Helena/ Divulgação)Trilhas, ciclismo, corrida de aventura, natação e rapel são alguns dos esportes praticados pela operadora industrial Daiane Souza, de 34 anos. Uma das experiências que marcou Daiane Souza foi fazer rapel na Cachoeira da Vovó Lúcia, em Alfredo Chaves, passeio que tem sido mais visado recentemente, segundo ela.

“Sou apaixonada por esportes radicais. Não tive medo, mas emoção. Já havia feito rapel antes, mas não em cachoeira”, salienta.

Aumenta procura por locais abertos

O período em casa durante a fase de maior adesão do isolamento social devido à pandemia da Covid-19 aflorou o desejos das pessoas em buscar locais abertos para respirar ar puro e fugir da sensação de enclausuramento. Dessa forma, os passeios na natureza se tornaram um escape.

Assim que perceberam a primeira oportunidade de sair de casa, muitos decidiram cair na estrada atrás de aventura.

O condutor turístico Jorge Adriano Peixoto explica que, em função da pandemia, as pessoas têm optado por aventuras ao ar livre. Ele destaca que a região no entorno do Parque Nacional do Caparaó oferece várias opções e belos visuais.

Segundo ele, quem preferir, pode fazer um passeio em veículo off-road, que transporta até sete pessoas. O roteiro inclui banho de cachoeira, visita a cafeterias e restaurante. “E finalizamos com um lindo pôr do sol. É de arrepiar”.

Só que ele ressalta que existem regras. No veículo off-road, por exemplo, todos os ocupantes precisam usar máscaras. Já no quadriciclo, isso não é obrigatório, mas veículos e capacetes passam por higienização.

Condutor turístico Jorge Adriano leva as pessoas para conhecerem as belezas do Parque Nacional do Caparaó (Foto: Alessandro de Paula)

Segundo o guia de turismo Jefferson Rodrigues, o Estado vivencia um aumento no interesse pelo ecoturismo já há alguns anos. Porém a pandemia intensificou a demanda.

“Estamos percebendo um reflexo muito grande da pandemia na demanda por passeios e hospedagens. As pessoas estão saindo dos espaços fechados e procurando áreas abertas. Elas estão invadindo, no bom sentido, o interior do Espírito Santo em busca de ar livre”, avalia Jefferson.

O hobby de longa data dos irmãos Lucas Rodrigues, 22, músico, e Bruno Rodrigues, 17, estudante, se tornou um refúgio nos últimos meses. Eles começaram a fazer trilhas ainda bem novos, há 11 anos.

Na Serra, cidade onde moram, os irmãos descobriram um novo lugar para a aventura, com uma bela paisagem: o Morro do Vilante. O local é mais frequentado por amantes de trilha e está começando a atrair moradores da Serra.

“Vivemos em um mundo caótico, então é legal reservar esse tempo para ter um momento de introspecção, ao mesmo que nos conectamos com a natureza”, relata o mais velho. “Gosto de andar até perder o fôlego. Então paro, sento, respiro, olho para as árvores e surgem várias emoções”, diz Lucas.

Emoção e desafio

Novo caminho
A administradora condominial Bruna Borini, de 34 anos, é praticante de vários esportes, como ciclismo, corrida de aventura, rapel e canoagem, e já percorreu vários pontos do Espírito Santo, como a Ruínas de Queimado, na Serra.

A administradora condominial Bruna Borini (Foto: Acervo pessoal)

“Há oito anos, quando me divorciei, comecei a prática de esportes, com a ideia de fazer novas amizades. De lá para cá, não parei mais”.

Entre os locais que Bruna já passou estão: Parque Estadual Paulo César Vinha, em Setiba; Pedra do Frade e a Freira, em Cachoeiro do Itapemirim; Sete Curvas, em Venda Nova; e Pedra do Urubu, em Viana.

No chão da estrada
Nos últimos anos a região do Caparaó, nas proximidades de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, tem se transformado no paraíso dos ciclistas. O assistente administrativo Yuri Lugão, 31, explicou que além do belo visual e do clima de montanha, a região oferece tranquilidade, principalmente para quem gosta de pedalar em estradas de chão.

O assistente administrativo Yuri Lugão (Foto: Alessandro de Paula)

“É possível pedalar centenas de quilômetros sem precisar seguir por asfalto, visitando sítios de café, passando por túneis centenários, florestas e visitando cachoeiras”, afirmou Yuri Lugão.

Nas alturas

Liberdade ao ar livre
A servidora pública estadual Jaqueline Schwambach (Foto: Acervo pessoal)Apaixonada por trilhas e rapel, a servidora pública estadual Jaqueline Schwambach, de 52 anos, conta que gosta de estar em contato com a natureza. “Sinto liberdade de estar em um ambiente mais puro”.

Ela revela que uma experiência marcante foi a trilha do Cruzeiro Alto da Liberdade, em Marilândia.
Segundo Jaqueline, a trilha desafiante possui mais de 2 mil degraus e o tempo de subida e descida é de quase quatro horas. “É dolorido, mas prazeroso. Mas sempre fiz atividade física. Sempre procuro ir em grupo e com pessoas que tenham essa vivência. É importante se informar do local”.

Cuidados durante os passeios

As aventuras na natureza devem ser bem planejas para garantir que as experiências corram em segurança. Mesmo atividades aparentemente sem grandes riscos devem ser instruídas e acompanhadas por profissionais.

Sem conhecimento sobre a região, por exemplo, os aventureiros podem se perder ou se acidentar. Vale se certificar de que está acompanhado de um guia qualificado.

O guia de ecoturismo Téo Magesck, da agência AVES Voando Alto, enfatiza que é imprescindível contratar um guia especialmente se for em meio à mata. Ele recorda casos de trilheiros experientes que se perdem durante a jornada.

“Quem já tem muitos anos de prática consegue entrar em um ambiente natural e se localizar melhor. Ainda assim, nunca é indicado fazer uma trilha sozinho pois, há o risco de se acidentar”, alerta.

O especialista ainda orienta sobre a necessidade de portar equipamentos adequado para a atividade que deseja praticar.

“Os equipamentos básicos são bota (ou tênis), calça, camisa de manga cumprida – para proteger de insetos, mato e animais peçonhentos –, boné, chapéu ou bandana, óculos de sol e protetor solar; água, suco ou outro líquido para hidratação; lanche; antialérgico para quem é alérgico a picadas de inseto; e mochila para carregar tudo”.

Há mais equipamentos requeridos de acordo com a atividade. O guia orienta sobre os detalhes.

A Secretaria de Estado de Turismo (Setur) orienta que os turistas busquem no www.cadastur.turismo.gov.br empresas especializadas e certificadas para a orientação e guiamento destes passeios.

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