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Batalha pela vida

Um Natal especial após mais de 100 dias na UTI

Para os cristãos, o Natal é a comemoração do nascimento de Jesus. Mas, neste ano, muitos vão celebrar também o renascimento, uma espécie de segundo ...

O aposentado Dellarey Naegele Filho, 60 anos, é só alegria com a família, depois de passar 120 dias dentro de hospital na luta contra o novo coronavírus.

Última atualização

Para os cristãos, o Natal é a comemoração do nascimento de Jesus. Mas, neste ano,  muitos  vão celebrar também  o renascimento, uma espécie de segundo aniversário.  São pessoas que ficaram internadas em unidades de Terapia Intensiva (UTIs) por muitos meses. 

Segundo os médicos, principalmente por causa da covid-19 e suas complicações, muitos pacientes tiveram longas permanências nos hospitais. Inclusive, há casos de pessoas que conseguiram vencer a batalha pela vida depois de  passarem mais de 100 dias nas  UTIs.

Agora, as festas deste fim de ano terão um sabor muito mais do que especial para elas. 

É o caso do aposentado Dellarey Naegele Filho, 60 anos. Por causa da covid-19, ele ficou três meses e meio na UTI, ou seja, 105 dias. No total, segundo a mulher dele, a empresária Margareth  Naegele, 61, foram 120 dias no hospital.

“Em julho, quando ele começou a sentir falta de ar e a febre não baixou, levamos ao PA (pronto atendimento). De lá, ele já foi encaminhado para o Hospital Jayme Santos Neves e só saiu no mês passado”, relata.

 













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Margareth conta que esse período foi uma batalha de muita fé. “Chamaram meu filho, Gabriel,  umas quatro vezes para se despedir do pai, porque ele poderia não passar daquele dia.  Chegou a receber a extrema-unção de um padre que é médico no hospital”.

Mas Dellarey continuou lutando pela vida. “Tinha muita gente rezando, em uma corrente do bem, e ele conseguia voltar. Somos uma família de muita fé. O coração ficava leve, confiante, e a gente não se desesperava”, cita a empresária. 

Agora, o casal se prepara  para  celebrar a vida em um  Natal muito especial com os filhos Catharina, 35 anos,  Gabriel, 32, e  Lucas, 28, além dos netos Maria Antônia, 6, Maria Catarina,  3,  Rafaela, 1 ano e 4 meses, e a mais nova, Luisa, 3 meses.

“O sentimento deste Natal é de gratidão! Tenho vontade de abraçar e apertar Deus para agradecer, se pudesse. As pessoas não podem perder a fé. Jesus disse que a fé salva. Então, sem ela e sem esperança, a gente não consegue”, se emociona Margareth.

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