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Universitária cega vira exemplo para os filhos

A servidora pública Giovana Maria dos Santos, 42 anos, se tornou estudante da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em janeiro deste ...

Última atualização

A servidora pública Giovana Maria dos Santos, 42 anos, se tornou estudante da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em janeiro deste ano.

Aprovada no curso de Pedagogia, ela é portadora de deficiência visual e sonhava entrar na universidade para realizar o sonho da mãe e inspirar os seus filhos.

“Eu achava que jamais entraria aqui, porque as dificuldades que a gente enfrenta são muito grandes. E eu queria que os meus filhos vissem que, mesmo sem enxergar, eu consegui”, conta.

Aluna do segundo período, Giovana começou os estudos na Ufes após quatro tentativas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Eu fiz o Enem três vezes antes de conseguir”, diz, orgulhosa.

Durante o processo seletivo, Giovana conta que escolheu três opções de curso, mas, como alguns eram no formato integral, acabou optando por Pedagogia onde estava cotada como a melhor colocada.

“Eu queria fazer o curso de Serviço Social, mas, depois que comecei a estudar, me encontrei no curso de Pedagogia”.

A servidora contou que sempre teve o desejo de fazer um curso superior, só que, como começou a trabalhar muito cedo, e teve filhos, precisou parar os estudos. Mas nunca desistiu do sonho de entrar na Ufes, para poder estimular os filhos a estudarem.

Ela ainda relata que não sente nenhuma dificuldade e conta com total apoio da universidade e dos colegas de sala para estudar e continuar em busca de novos sonhos.

“Eu não tenho do que reclamar! O acadêmico e o colegiado da universidade me ajudam bastante a ter acesso a tudo”, relata Giovana.

A Comissão de Acessibilidade da Ufes definiu no início do mês, um plano que irá contemplar as pessoas com deficiência.

De acordo com a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), a instituição possui, neste semestre, 362 estudantes com deficiência, sendo 136 com necessidades especiais.

Desse total, 133 estudantes informaram ter deficiência física; 127, deficiência visual; 51, auditiva; 43, intelectual; e, oito, deficiências múltiplas.
 

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