Ele precisou de apenas uma chance para embarcar no mundo da moda e brilhar nas passarelas do exterior. Aos 21 anos, Gabriel Soriano tem um longo currículo como modelo e coleciona trabalhos em cinco países.
Morador de Guarapari, o jovem revela que nunca havia pensado em ser modelo. Aos 19 anos, quando cursava o 4º período de engenharia, descobriu que tinha potencial em uma agência da cidade, e decidiu investir na carreira. Gabriel foi para São Paulo realizar alguns trabalhos, e um mês depois foi contratado por uma agência na China.
“Ser modelo nunca foi um sonho. Estava fazendo engenharia, mas não estava me identificando muito com o curso. Surgiu a oportunidade e a agência disse que eu tinha potencial. E, após trabalhar durante um mês em São Paulo, eles me mandaram para a China. A partir daí eu não parei mais”, conta o jovem.
Depois da China, o modelo embarcou para Hong Kong, Malásia, Tailândia e Filipinas. “Para Filipinas eu fui inclusive a passeio, de férias mesmo. Mas acabei arrumando alguns trabalhos e fechei contratos por lá, antes de voltar ao Brasil”, observa.
Na Tailândia, país em que ficou por nove meses, Gabriel conta que chegou a comprar moto e alugar casa para morar. Mas devido ao visto, que estava para vencer, o modelo precisou voltar ao Brasil para renovar o documento.
“As agências só contratam se você estiver com a documentação em dia. Então precisei voltar ao Brasil para renovar o visto”, completa.
Além de passarela, Gabriel já fez catálogos, clipes e até comerciais. Um dos trabalhos mais reconhecidos do modelo foi para o comercial de uma grande marca de maionese, na Tailândia.
Para chegar aonde chegou, Gabriel ressalta que é preciso persistência e coragem. “A vida de modelo parece fácil, mas é bem complicada, principalmente em função da língua. Eu, por exemplo, saí do Brasil sem saber a língua e também sem saber modelar. Cheguei na China e surgiram as primeiras dificuldades para me comunicar com os outros modelos e também nas entrevistas de emprego. Mas eu não desisti e acreditei”, revela.
Em um ano e meio na Ásia, Gabriel aprendeu a falar inglês e russo, e a se comunicar com os chineses e tailandeses.
Ganho de 1,5 mil por hora
A beleza dos homens brasileiros faz sucesso na moda internacional, e os modelos chegam a fechar contratos que ultrapassam os R$ 1.500 por hora de trabalho.
Gabriel revela que cada país paga de forma diferente, até porque a moeda também não é a mesma. Os contratos mais procurados são os catálogos.
“Para catálogo, algumas agências pagam até R$ 1.500 por hora. Esse é o trabalho que os modelos mais procuram. Comerciais também pagam bem, mas há países que não são tão desenvolvidos nesta área. Na Tailândia, por produzirem comerciais de qualidade, surgiam dois ou três trabalhos deste tipo por semana”, conta ele.
O modelo repassa parte do cachê para as agências, que cobrem os custos com transporte, aluguel e alimentação.
“O valor é dividido entre o modelo e a agência. A maioria dos contratos é 50% da agência e 50% nosso. A parte que fica para agência é para cobrir custos com aluguel, sua passagem e os seus custos com transporte”, observa.
Ele ressalta que há casos em que o valor que a agência recebe é para pagar todos os custos do modelo. “Quando os custos são altos, a agência acaba nem tendo lucro, e gasta além do que recebeu pelo seu trabalho”, explica.
O modelo, que está em Guarapari de férias, disse que seu plano é voltar para a Tailândia nos próximos meses.
“Meu plano é voltar para a Tailândia, que é um país que gosta muito de brasileiros e russos com barba. Cada país tem sua particularidade, e eu gostei muito de lá”.
