Sem condições financeiras de continuar pagando as mensalidades ou por descobrir que aquela não era a profissão que desejava seguir, 33 mil estudantes abandonaram, no período de um ano, os cursos superiores em que estavam matriculados no Espírito Santo.
Os dados são do Censo da Educação Superior de 2017, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Eles revelaram que chegava a 153 mil o número de matriculados nas faculdades do Estado, das redes pública e particular.
Além dos que desistiram, ou seja, aqueles que tiveram suas matrículas canceladas, outros 20 mil alunos optaram por trancar suas matrículas.
O especialista em avaliação de sistemas educacionais Edebrande Cavalieri afirmou que entre os principais motivos para a desistência na rede particular está a dificuldade em manter o pagamento das mensalidades, além do fato de não conseguir financiamento estudantil.
“As faculdades particulares tentam criar mecanismos para a permanência desses estudantes, mas muitos não conseguem ficar na instituição.”
Já na rede pública, ele citou que o quadro de evasão está, na maior parte das vezes, ligado à indecisão do estudante e à imaturidade dele na hora da escolha do curso.
“Temos também outras situações como desmotivação e conflito com trabalho. O estudante se matricula, mas por causa de horários e carga de trabalho e estudos, acaba optando por permanecer no emprego.”
Na avaliação da professora da Faculdade Pio XII, Neidy Christo, além desses fatores, muitos alunos têm dificuldade em acompanhar o conteúdo do curso.
“Às vezes esses alunos não tiveram uma base adequada na educação básica. Então, quando chegam à sala de aula e se deparam com alguma deficiência de conteúdo que vai impedi-los de acompanhar as orientações dos professores ou o ritmo dos colegas, ficam desmotivados.”
Neidy destacou, ainda, que por conta dessas dificuldades cognitivas, muitos alunos reprovam em alguma disciplina, e, ao invés de buscarem uma solução, preferem desistir do curso.
Da sala de aula para a passarela

Ele contou que nunca teve o sonho de ser modelo e, logo que concluiu o ensino médio, entrou na faculdade. Como não estava se identificando muito com o curso de Engenharia, ele resolveu aproveitar a oportunidade como modelo e não se arrependeu.
Gabriel já desfilou na China, Hong Kong, Malásia, Tailândia e Filipinas.