A vacinação contra a gripe (influenza) contribuiu para impedir surtos da infecção na Grande Vitória. Nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, não houve aumento expressivo de casos neste ano.
Em Vitória, nas últimas oito semanas, o número de notificações estava estável nos dois prontos-atendimentos do município.
“Em 2021 não foi registrado nenhum óbito por influenza. A Semus (Secretaria Municipal de Saúde) acredita que a campanha de vacinação contribuiu para manter os casos estáveis na capital”, disse a prefeitura, por nota. Na capital, a cobertura vacinal dos grupos prioritários é de 77,6%.
Em Vila Velha, a prefeitura informou que está se aproximando da meta de 90% para a maioria dos grupos.
“O avanço da vacinação com a influenza contribuiu para prevenir a incidência de gripe no município”, disse a prefeitura, por nota.
Na Serra, a cobertura vacinal entre os grupos prioritários é de 71%. A prefeitura anunciou que oferta doses de influenza tanto nas unidades de saúde quanto nos pontos de vacinação dos shoppings Laranjeiras e Montserrat.
Em Cariacica, também há vacinação contra a gripe sem necessidade de agendamento em 18 unidades básicas de saúde. A cobertura vacinal no município é de 64%.
No Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que, até o momento, não há surto ou epidemia de gripe em solo capixaba. A cobertura vacinal é de 78%.
Mas, desde a última semana, tem sido registrado um aumento de amostras positivas para vírus respiratórios associados à síndrome respiratória aguda grave (SRAG) – uma delas pode ser provocada pela influenza.
Já nos estados vizinhos, o Rio de Janeiro vive um surto de casos de gripe. Também houve um aumento no número de SRAG nas últimas semanas, segundo dados da Fiocruz.
Em todo o País, a meta da vacinação contra a influenza é alcançar 90% do público prioritário (crianças, trabalhadores da saúde, gestantes, mulheres com pós-parto recente, indígenas e idosos).
Quase toda a população pode receber a vacina contra a gripe, exceto as crianças menores de 6 meses e pessoas que tiveram alguma reação alérgica grave à dose anterior da vacina.
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Entenda
Surto no Rio de janeiro
- No Rio de Janeiro, o estado vive um surto provocado pela gripe (influenza). Houve também um aumento no número de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nas últimas semanas, segundo dados da Fiocruz.
- O surto gerou um aumento de até 400% na procura pelas unidades de pronto atendimento do Estado.
Situação no Espírito Santo
- A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que não há epidemia ou surto no Espírito Santo.
- Mas, desde a última semana, tem sido registrado um aumento de amostras positivas para vírus respiratórios associados à síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
- A Sesa disse que não há risco de desabastecimento da vacina contra a influenza no Estado, pois ainda conta com 500 mil doses da vacina distribuídas em regionais e municípios.
- O Estado ainda está ajudando o Rio de Janeiro. Houve envio de 200 mil doses para auxiliar a conter o surto, e mais 100 mil doses serão enviadas.
- No Espírito Santo, foram registrados neste ano 25 casos de influenza, sem nenhuma morte.
Vacinação contra a influenza
- Não há intervalo mínimo recomendado entre a vacina contra gripe e as demais do calendário vacinal. Assim, ela pode ser aplicada simultaneamente com as demais vacinas ou com qualquer intervalo delas.
O que é síndrome respiratória aguda grave
- A Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) envolve casos de síndrome gripal (que pode ser causada pela influenza e outros vírus), que evoluem de forma grave e, na maioria dos casos, leva à hospitalização.
Fonte: Sesa e pesquisa AT.