O medo de contaminação e o isolamento social impostos pela pandemia do novo coronavírus fez com que muitos pais não levassem seus filhos para receber as vacinas de rotina. O resultado é que serviços de imunização que podem salvar vidas não conseguiram atingir as metas, deixando milhões de crianças expostas a 11 doenças.
No Estado, a taxa de vacinação de rotina, segundo os dados do Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, da Secretaria da Saúde (Sesa), a redução foi de aproximadamente 20%, nos sete primeiros meses deste ano.
De janeiro a julho, o alcance bateu em 81,06% para a vacina pentavalente; 78,59% para a tríplice viral; 77,11% para a pneumocócica e 73,02% para a poliomielite. A meta de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde para essas doenças é de 95%, pelo menos.
A vacina pentavalente protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite causada pela bactéria Haemophilus influenzae. A tríplice viral protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. Já a vacina contra poliomielite previne a paralisia infantil, enquanto a vacina contra o rotavírus protege de gastroenterites. A BCG age na prevenção de tuberculose.
Os dados provocam alerta em relação à proteção da população. “Isso trouxe um impacto nas coberturas vacinais, em especial às doses voltadas às crianças e adolescentes.
Como os serviços de vacinação continuam funcionando com todos os protocolos, garantindo a segurança de todos, é importante que os pais e responsáveis levem as crianças e adolescentes para colocar a caderneta de vacinação em dia”, alerta a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo.
Quem seguiu as orientações foi o gestor de infraestrutura Pedro Spinassé de Martin, de 35 anos, pai do pequeno Ravi Gusmão de Martin, 6 meses, ele foi até a Unidade de Saúde de Jardim Camburi, em Vitória, atrás das vacinas de pólio, tríplice viral, penta e influenza.
“A gente seguiu o calendário de vacinas e, apesar de ter avaliado a possibilidade de não vaciná-lo, por medo da Covid-19, conversamos com a pediatra e ela nos orientou a ter alguns cuidados e continuar com a vacinação”, disse.
Cobertura vacinal no Espírito Santo
> BCG – atingiu 71,24%
Indicada para todas as crianças, no primeiro mês de vida, protege contra as formas mais graves e disseminadas da doença como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar.
> Poliomielite – atingiu 73,02%
Previne contra a paralisia infantil causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos e provocar ou não paralisia.
> Hepatite A – atingiu 73,94%
Protege crianças contra a hepatite A uma infecção do fígado causada pelo vírus da hepatite A.
> Rotavírus Humano – atingiu 74%
Indicada para bebês de 6 semanas a 8 meses. Previne a doença diarreica causada por rotavírus. Composta por 5 tipos de rotavírus “enfraquecidos”.
> Meningococo C – atingiu 74,76%
Indicada para evitar doenças causadas pelo meningococo C, incluindo meningite e meningococcemia.
> Pneumocócica – atingiu 77,11%
Ajuda a proteger as crianças das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. Entre elas: meningite, pneumonia, otite média aguda, sinusite e bacteremia.
> Tríplice Viral D1 – atingiu 78,59%
Protege contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola, em adultos e crianças com mais de 1 ano.
> Pentavalente – atingiu 81,06%
Protege contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e haemophilus influenza tipo B, que causa infecções no nariz, meninge e na garganta.
Fonte: Sesa e Ministério da Saúde.

