A interdição da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) devido ao protesto de pescadores continua e a Vale afirma que “a paralisação de ferrovia é crime e coloca em risco a segurança de passageiros, empregados e terceiros”.
A Fundação Renova destaca que está em reunião com os pescadores nesta terça-feira (15) e que a decisão liminar da 12ª Vara Federal de Belo Horizonte, emitida no dia 27 de dezembro, não altera o pagamento do Auxílio Financeiro Emergencial (AFE). “A decisão estabelece que não haverá a devolução para a Fundação Renova de quaisquer valores já pagos a título de AFE”, esclarece a nota.
Ainda segundo a Renova, cerca de 3,8 mil pescadores foram reconhecidos como atingidos e têm direito ao AFE e/ou ao Programa de Indenização Mediada (PIM). O valor do auxílio financeiro é de um salário mínimo, acrescido de 20% por dependente, além do equivalente a uma cesta básica definido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A Vale afirmou que o trem circulará apenas nos dois sentidos entre Belo Horizonte e Governador Valadares, Minas Gerais, nesta terça-feira (15). “Para garantir a viagem das pessoas a bordo do Trem de Passageiros que seguiam em direção ao Espírito Santo, na segunda-feira (14), a Vale fez o baldeio em ônibus alugados pela empresa, atrasando a chegada ao destino final”, destacou.
A empresa diz ainda que passageiros poderão reagendar o bilhete ou pedir o reembolso. Isto deve ser feito em até 30 dias em qualquer estação ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas. “Além de cerca de dois mil passageiros diários, a EFVM é responsável pelo transporte de minério de ferro, combustíveis, grãos, aço entre outros produtos, todos de grande importância para a economia brasileira”, completou.
