A venda de eletrodomésticos e eletrônicos como celulares, TVs e notebooks registrou aumento durante o isolamento social, o que gerou surpresas entre os comerciantes.
Para eles, o fato de as pessoas estarem mais tempo em casa contribuiu para isso, uma vez que o cidadão teve que se adequar a uma nova rotina e alterou os hábitos.
“Quando você olha a performance e compara a compra de TV com outras categorias, a participação de venda cresceu 20%”, revelou Vanderlei Marafon, diretor de compras da Sipolatti.
Para lojistas, o que mais chama a atenção são as vendas de televisores mais modernos e com acesso à internet. “Tvs acima de 65 polegadas venderam mais em abril do que de janeiro a março. Se eu projetasse essas vendas em um ano comum, diria que cresceu em torno de 10 a 15%”, disse Vanderlei.
Com pessoas trabalhando e estudando em suas residências, também aumentou a venda de computadores, especialmente os modelos portáteis.
“Minhas entregas dobraram na quarentena, com muita procura por notebooks e celulares. Fiquei surpresa, porque muitas empresas estavam perdendo vendas e a minha estava subindo”, disse Roney Coimbra, proprietário da loja de informática Coimbra.
Sem televisão em casa, o motorista de caminhão Ronaldo Oliveira Alves, de 36 anos, comprou um aparelho. “A minha antiga deu problemas e nessa quarentena precisamos de algo para fazer. Vou aproveitar para colocar as séries em dia e assistir a filmes”, disse.
Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio) José Lino Sepulcri, o aumento das vendas conseguiu suprir as expectativas.
“A perpetuação desse vírus é uma incógnita e muita gente está sem esses produtos em casa. Isso gera uma preocupação em relação à paralisação da produção, então as pessoas correm para comprar. Esperamos que esse percentual de vendas continue aumentando”.
Em relação a vendas na internet, o crescimento é ainda mais expressivo. Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) com a Konduto, empresa especializada em risco e prevenção à fraude no e-commerce, o setor que teve um dos maiores aumentos nas compras foram os eletrodomésticos (96,7%), seguido pelo cosméticos (88,0%) e moda (62,7%).
