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Viciados em celular a partir dos 5 anos

Quando as atividades rotineiras passam a ficar em segundo plano por causa da vida virtual, é hora de repensar e procurar ajuda. O vício no celular já ...

Última atualização

Quando as atividades rotineiras passam a ficar em segundo plano por causa da vida virtual, é hora de repensar e procurar ajuda. O vício no celular já atinge crianças a partir dos 5 anos e há também casos de idosos viciados aos 80 anos.

Os profissionais da área da saúde já estão tratando pessoas em diversas faixas etárias. Muitos estão deixando a vida real para se dedicar a um mundo paralelo, criado dentro das telas de aparelhos como tablet e celular. Com isso, se isolam, se irritam com mais facilidade, deixam de praticar exercícios, de estudar e até de sair de casa para encontrar os parentes. Amigos? Só mesmo no mundo virtual, porque os viciados já não sabem mais interagir pessoalmente.

A psiquiatra infantil Fernanda Mappa explicou que, geralmente, os casos são camuflados. “Os pais levam ao consultório por outros fatores e aí descobrimos que, na verdade, o que está por trás é o uso excessivo de celular ou de mídias eletrônicas”.

Exemplo disso são os episódios de explosão que impossibilitaram uma criança de 5 anos de fazer qualquer atividade fora de casa. Sem o celular, a irritabilidade dela acontecia em qualquer lugar, e os pais acabaram não saindo mais para passear com a criança para evitar conflitos.

“O vício é mascarado, as pessoas não percebem isso a olho nu. Geralmente, cai o rendimento escolar, aparecem sintomas de ansiedade quando estão sem o aparelho ou vivenciaram coisas na internet que não deram conta de absorver, por falta de maturidade. Aí desenvolvem sintomas obsessivos compulsivos”, lembrou a especialista.

O psicólogo Carlos Santos já atendeu pacientes que precisaram de tratamentos longos para curar o vício. Um deles é um idoso de 80 anos que, após a morte da mulher, ficava muito sozinho em casa e acabou se refugiando na internet.

“Ele começou a buscar conteúdos pornográficos na rede, parou de sair de casa e, mesmo com a insistência das filhas, apresentou um comportamento introspectivo. Ele dizia que na internet se sentia vivo com essa questão da pornografia”, contou.

Para o psicólogo Felipe Goggi, a internet não é uma doença, mas é preciso ter um controle do tempo e do conteúdo que se vê.

Confira a reportagem completa no Jornal A Tribuna deste sábado

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