- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
Cidades

Vício em games aumenta e famílias pedem ajuda

Com mais tempo livre e passando a maior parte dele dentro de casa, crianças e adolescentes têm aumentado o uso do videogame durante o isolamento ...

A psicóloga e psicanalista Paula Santos alerta para os riscos ligados ao vício em jogos por crianças e adolescentes

Última atualização

Com mais tempo livre e passando a maior parte dele dentro de casa, crianças e adolescentes têm aumentado o uso do videogame durante o isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19.

O excesso nos games tem levado as crianças ao vício e os pais a buscarem ajuda de psicólogos.

A psicóloga e psicanalista Paula Santos alerta para os riscos ligados ao vício em jogos por crianças e adolescentes   (Foto: Beto Morais/AT)

Especialistas afirmam que a quarentena fez aumentar os casos de vício em jogos. Há relatos ainda de violência e agressão, principalmente verbal, quando os pais tentam impor limites.

“No caso das crianças, a agressão física é mais comum, com um tapa ou um soco. Já com os adolescentes, ela acontece mais com palavras de fúria e atos rebeldes”, revela a psicóloga e psicanalista infantil Paula Santos.

“Na verdade, o videogame é o que eles mais pedem, e é o mais fácil para os pais. Une o útil ao agradável, porque os pais também têm as obrigações deles”, explica.

“O videogame favoreceu para que a rotina continuasse acontecendo e os pais conseguissem cumprir seus outros papéis. Só que isso tem um prejuízo”, alerta.

Especialista em crianças, adolescentes e em saúde da família, a psicóloga Roberta Vallory ressalta que o videogame em excesso pode levar a um comportamento agressivo.

“Ao retirar os jogos, a criança reage de forma agressiva. O ideal para os pais é ir colocando um tempo e ter combinações de horários para que as crianças acessem as telas”, orienta.

Entre os sinais de vício, Roberta destaca que a criança costuma não parar para se alimentar ou come em excesso. “Fica desatenta, isolada. O foco é o videogame”. A psicóloga observa que não há uma idade em que o vício aconteça com mais frequência.

“Há um leque bem grande. Tem crianças a partir dos 4 anos indo até a adolescência”.

De acordo com o parapsicólogo Walter Moura, o primeiro passo que os pais devem adotar é entender o motivo de a criança estar utilizando tantos jogos.

“Muitos pais precisam cuidar da criança, estar presentes e ver se ela aceita outros estímulos, como por exemplo, esportes, jogos de tabuleiro. Mas, para isso, é importante que eles escutem os filhos, criem uma rotina e, principalmente, que também façam terapia”.


SAIBA MAIS


Vício
– Durante a quarentena provocada pela pandemia, aumentou o uso de videogame, levando muitas crianças e adolescentes aos consultórios psicológicos, segundo especialistas.

Sinais
– Não parar para se alimentar ou comer em excesso, desatenção, isolamento e comportamento agressivo podem ser sinais de vício.

Perigos
– Entre os perigos do vício, estão: a criança se tornar individualista e com dificuldade de interação.

Recomendação
– Os pais devem entender o motivo de a criança estar utilizando tantos jogos. Eles precisam cuidar da criança, estar presentes e ver se ela aceita outros estímulos, como esportes e jogos de tabuleiro.
– É importante que os pais escutem os filhos, interajam com eles e criem uma rotina. Se possível, o recomendável é fazer terapia em família.

Fonte: Especialistas consultados.
 

Sono ruim leva a mau humor e depressão na adolescência

O uso excessivo de tela, principalmente, à noite, pode prejudicar o sono e, com isso, alterar o humor. Em crianças, esse prejuízo pode ser ainda maior.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, mostrou que a ausência de uma boa noite de sono na infância pode afetar o crescimento e ainda causar problemas na saúde mental durante a adolescência.

Foram avaliados sete mil adolescentes. A pesquisa constatou ainda que entre aqueles que dormiam mais tarde também foi apresentado o transtorno de borderline – caracterizado pela instabilidade no humor e comportamento – e casos de depressão a partir dos 10 anos de idade.

Opiniões

“No momento em que a criança estiver sem o game, precisa fazer outra coisa e eliminar energia” – Roberta Vallory, psicóloga”

“É importante buscar ajuda quando a criança é nova, pois ela pode desenvolver outros problemas” – Walter Moura, parapsicólogo

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.